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Ex-presidente da Tunísia condenado à prisão perpétua

O ex-presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua por um tribunal militar por seu papel na sangrenta repressão em Thala e Kasserine, duas cidades do centro do país que foram símbolos da revolução tunisiana, indicou a agência TAP.

A pena capital tinha sido solicitada contra o presidente deposto, refugiado na Arábia Saudita e julgado com outros 22 membros de seu governo pela morte de 22 pessoas, assassinadas entre 8 e 12 de janeiro de 2011 no auge da repressão ao levante popular que derrubou Ben Ali.

O julgamento de um dos casos mais dolorosos ligados à revolução tunisiana durou seis meses no tribunal militar de Kef, 170 km a oeste de Túnis.

Entre os outros acusados, o ex-ministro do Interior Rafik Belhaj Kacem foi condenado a doze anos de reclusão.

Em troca, o ex-chefe da guarda presidencial Ali Seriati foi absolvido, segundo a TAP.

Em outro caso, o tribunal militar de Túnis condenou no início desta quarta-feira Ben Ali a 20 anos de prisão por “incitação à desordem, assassinatos e saques em território tunisiano”. Esse caso incluía a morte de quatro jovens, assassinados a tiros em Ouardanine (leste) em meados de janeiro, durante o caos que se seguiu à fuga do presidente tunisiano para a Arábia Saudita.