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Ex-prefeito é formalmente acusado por desaparecimento de estudantes

José Luis Abarca e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, são apontados como os mandantes dos ataques que deixaram seis mortos e 43 desaparecidos

Por Da Redação - 14 nov 2014, 13h58

O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, foi formalmente acusado nesta sexta-feira pelos ataques que deixaram seis mortos e 43 estudantes desaparecidos. Os promotores do Estado mexicano de Guerrero comunicaram que Abarca responderá a seis acusações de homicídio e a uma de tentativa de homicídio. Ele e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, são apontados pelas autoridades locais como os mandantes dos crimes, reportou a rede americana CNN.

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As autoridades acreditam que os estudantes foram detidos pela polícia de Guerrero, entregues ao crime organizado e assassinados por pistoleiros. Os corpos teriam sido incinerados em um lixão, segundo depoimentos de suspeitos. Investigadores encontraram vestígios ósseos e cinzas, e o material foi enviado para análise de um laboratório na Áustria. Até que se conheça o resultado dos testes, os estudantes têm o status legal de desaparecidos.

Analistas advertiram que será muito difícil a identificação dos restos mortais, por sua extrema calcinação. Os familiares das vítimas também rejeitaram o anúncio do governo mexicano e exigiram que as autoridades continuem trabalhando para encontrar os estudantes com vida. Protestos têm sido realizados diariamente contra a inação da administração do presidente Enrique Peña Nieto diante do caso. A Assembleia Legislativa e a sede do partido governista PRI, localizadas em Guerrero, e as portas do palácio presidencial, na Cidade do México, foram incendiadas por manifestantes. Parentes das vítimas também bloquearam a entrada do aeroporto da turística Acapulco para cobrar uma resposta das autoridades.

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