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Ex-namorado de Amanda Knox é detido perto da fronteira

Polícia italiana acredita que Raffaele Sollecito tentava fugir do país para escapar da pena de 25 anos de prisão pelo assassinato da estudante Meredith Kercher

Por Da Redação 31 jan 2014, 13h01

Raffaele Sollecito, ex-namorado da estudante Amanda Knox, foi detido nesta sexta-feira pela polícia italiana em um hotel próximo à fronteira da Itália com a Áustria, no nordeste do país, informa o jornal The Guardian. A prisão de Sollecito, de 25 anos, ocorre um dia após sua segunda condenação pelo assassinato, em 2007, da estudante britânica Meredith Kercher, na cidade de Perugia. Apesar de condenado, a Justiça italiana ainda não tinha emitido a ordem de prisão para Sollecito.

A estudante americana Amanda Knox – que não compareceu ao julgamento por estar morando nos Estados Unidos – também foi condenada nesta quinta-feira a 28 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Meredith. À época do crime, as duas dividiam um apartamento na cidade de Perugia. Este foi o terceiro julgamento do casal. Os dois foram condenados em 2009 e absolvidos em 2011. Esta decisão, porém, foi anulada pela Suprema Corte italiana, que ordenou a reabertura do caso.

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Um oficial italiano não identificado pelo jornal disse que Sollecito, que desapareceu da sala do tribunal antes que o veredicto fosse lido, tinha passado a noite com sua atual namorada, Greta Menegaldo, em um hotel na vila de Venzone, próxima a fronteira. “Ele foi advertido que está proibido de deixar o país”, disse o porta-voz da polícia. “O passaporte dele foi confiscado e sua carteira de identidade foi carimbada para mostrar que ele não deve deixar a Itália”, completou o oficial.

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De acordo com o jornal La Repubblica, por volta das 15 horas de quinta-feira, uma câmera de segurança em Palmanova, cidade italiana próxima a Áustria, flagrou o carro modelo Mini Cooper pertencente ao pai da namorada de Sollecito. O carro seguia pela autoestrada A23, que leva à fronteira com o município de Villach, no sul da Áustria.

O tribunal de Florença, onde Sollecito e Amanda foram julgados, informara nesta quinta-feira que havia um perigo “real e presente” de o rapaz condenado fugir do país. O juiz Alessandro Nencini disse que, embora Sollecito tivesse participado dos trâmites judiciais, ele tinha demonstrado interesse em obter “apoio logístico em países com os quais a Itália não tem relações de assistência judicial”. Recentemente, Sollecito esteve de na República Dominicana e também procurou por trabalho na Suíça. Depois disso, o tribunal decidiu que ele não poderia deixar a Itália mais uma vez sem a permissão de um juiz.

Amanda Knox aguarda julgamento no tribunal de Perugia, na Itália, por suspeita de assassinar sua colega de quarto Meredith Kercher
Amanda Knox aguarda julgamento no tribunal de Perugia, na Itália, por suspeita de assassinar sua colega de quarto Meredith Kercher VEJA

‘Fugitiva’ – Em entrevista ao jornal The Guardian nos dias que antecederam o veredicto, Amanda reafirmou que não pretende voltar à Itália. “Eu serei tecnicamente considerada uma fugitiva. Eu definitivamente não vou voltar à Itália por minha vontade. Eles terão de me capturar e me colocar aos chutes em uma prisão na qual eu não mereço estar. Eu vou lutar pela minha inocência”.

É pouco provável que Amanda volte à Itália para cumprir a nova sentença porque a lei americana determina que uma pessoa não pode ser julgada duas vezes sob a mesma acusação, informou um especialista à rede CNN. Quando a reabertura do caso foi anunciada, a rede BBC informou que o novo julgamento representaria, tecnicamente, uma continuação do original, o que afastaria a possibilidade de “dupla condenação”.

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