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Ex-motorista processa Trump por mais de 3.300 horas extras não pagas

O americano enfrenta uma coleção de ações na Justiça e investigações, como a interferência russa em favor de sua eleição e uma acusação por difamação

Noel Cintron foi motorista pessoal do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante 25 anos e hoje processa sua companhia por 3.300 horas extras não pagas. Segundo o motorista, Trump – que na época não era presidente – o fez trabalhar diversas vezes durante a noite e fins de semana sem nunca tê-lo remunerado.

Cintron afirma que trabalhou em média mais de 50 horas semanais durante anos e recebeu somente o seu salário base, sem os pagamentos extras aos quais tinha direito legalmente. Em seu processo, apresentado em um tribunal de Nova York, o motorista reivindica receber o equivalente às suas horas extras nos últimos seis anos em que trabalhou para Trump.

Apesar de ter trabalhado por duas décadas para o magnata, a solicitação se limita a esse período porque o estatuto de limitações o impede de reivindicar questões anteriores, explicou seu advogado na petição.

Cintron, que ainda trabalha para a Trump Corporation, diz que foi o motorista pessoal do presidente americano antes de ele ter se tornado candidato presidencial, quando a tarefa foi assumida pelo Serviço Secreto americano.

Segundo o processo, a “insensibilidade e cobiça” de Trump ficam demonstradas no fato de, sendo supostamente multimilionário, o agora presidente não deu um aumento de salário significativo ao seu motorista durante mais de 12 anos. Segundo o motorista, durante esse período, ele só recebeu dois aumentos: 62.700 dólares anuais em 2003 para 68.000 anuais em 2006, e depois para 75.000 dólares em 2010.

Esse último aumento, no entanto, chegou depois que motorista teve seu seguro de saúde retirado pela companhia de Trump, o que significou uma economia de quase 18.000 dólares por ano para a empresa.

O caso se soma a outros processos movidos anteriormente por empregados de Trump. O presidente americano, porém, enfrenta casos mais complexos, como a investigação federal sobre a interferência da Rússia em favor de sua vitória na eleição de 2016.

Também responde a uma ação aberta por ter utilizado ilegalmente a fundação que leva seu nome em benefício próprio, e outra por difamação, apresentada por uma mulher que o acusou de abuso sexual.

(Com EFE)