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Ex-general croata é condenado a 24 anos de prisão

Gotovina e outros dois militares foram acusados de assassinato e outros crimes

Por Da Redação 15 abr 2011, 10h10

O Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia para a antiga Iugoslávia condenou nesta sexta-feira a 24 anos de prisão o ex-general croata Ante Gotovina. Ele pagará pelos crimes de guerra e contra a humanidade que cometeu em 1995 contra a população sérvia na Croácia.

“O comportamento de Gotovina constituiu uma contribuição significativa a uma iniciativa criminal comum”, declarou o juiz Alphons Orie em uma audiência em Haia, sede do TPI. O ex-general comandou a ofensiva militar Operação Tempestade que tentou reconquistar a região de Krajina, ao sul da Croácia, a última zona de resistência controlada pelos sérvios na Croácia em 1995.

O também ex-general croata Ivan Cermak foi absolvido, enquanto o terceiro acusado, Mladen Markac, foi condenado a 18 anos de prisão. Os três ex-generais, que eram julgados desde 11 de março de 2008, foram acusados de assassinato, destruição, saques, tratamentos cruéis e transferência forçada de populações para a República da Iugoslávia ou para a Bósnia Herzegovina.

Gotovina, Markac e Cermak, que se declararam inocentes, foram, segundo a acusação, responsáveis pela morte de 324 civis ou soldados que entregaram armas e pelo deslocamento forçado de 90.000 sérvios de Krajina. A promotoria havia pedido 27 anos de prisão para Gotovina, 23 para Markac e 17 para Cermak.

(Com agência France-Presse)

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