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Ex-funcionária acusa governador de Nova York de assédio sexual

Lindsey Boylan afirma que Andrew Cuomo beijou-a à força em 2018, quando trabalhava em seu gabinete como conselheira especial

Por Da Redação Atualizado em 12 mar 2021, 00h24 - Publicado em 24 fev 2021, 17h15

Lindsey Boylan, ex-assessora do governador de Nova York, Andrew Cuomo, publicou uma longa denúncia nesta quarta-feira, 24, acusando-o de assédio sexual. Ela já havia feito alegações semelhantes em dezembro passado, pelo Twitter, mas desta vez forneceu mais detalhes, como um beijo forçado em 2018.

Boylan trabalhava para a agência de desenvolvimento econômico do estado na época. A ex-assessora descreveu como sofreu por anos com interações desconfortáveis com o governador, incluindo um convite para jogar “strip pôquer” (jogo de pôquer em que se aposta a retirada de peças de roupa) em um avião do governo, em 2017.

Na corrida pela Presidência do distrito de Manhattan, ela não havia falado à imprensa, oferecido detalhes sobre o suposto assédio ou fornecido provas desde que levantou o assunto em dezembro. A carta aberta publicada nesta quarta-feira é a primeira vez que especifica as acusações, como o incidente do beijo forçado.

“Quando me levantei para sair e caminhar em direção a uma porta aberta, ele parou na minha frente e me beijou na boca”, escreveu Boylan. “Eu fiquei em choque, mas continuei andando”.

O texto continua, descrevendo como Cuomo tinha dito que “tinha uma queda” pela ex-assessora e fazia esforço para tocá-la “na parte inferior das costas, braços e pernas”. Ela acusou a equipe sênior do governador de monitorar seu paradeiro, referindo-se a um e-mail de 2016, no qual um assessor perguntou ao chefe de Boylan se ela participaria de um evento governamental.

A ex-funcionária concede que, na tentativa de se proteger e agir de forma natural, percebeu “o quão permissiva eu havia me tornado”, como escreve na denúncia publicada na plataforma virtual Medium.

Boylan ingressou no governo Cuomo como assessora principal de desenvolvimento urbano e trabalhista em 2015, antes de assumir o cargo de conselheira especial do governador em 2018 – para “permanecer no um andar separado dele e de seu círculo mais próximo.”

“Tive orgulho de trabalhar na administração Cuomo. Por muito tempo eu tinha admirado o governador”, escreveu. “Mas o comportamento abusivo dele precisa parar”.

Cuomo negou veementemente as acusações em dezembro e ainda não comentou sobre as novas informações. As alegações chegam enquanto ele enfrenta um dos momentos mais turbulentos de sua gestão, devido às revelações de que o governo havia ocultado dados sobre a extensão total das mortes por coronavírus em casas de repouso para idosos. Promotores federais investigam a revelação.

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