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Ex-editores de Murdoch supervisionavam grampos telefônicos, diz promotor

"Houve escutas telefônicas, e muitas", disse o promotor Andrew Edis, que apontou Rebekah Brooks e Andy Coulson como culpados

Por Da Redação - 30 out 2013, 14h43

Rebekah Brooks, ex-chefe executiva da News International, e Andy Coulson, ex-chefe de mídia do primeiro-ministro britânico, David Cameron, supervisionaram um sistema de escutas telefônicas clandestinas e pagamentos ilegais a funcionários públicos quando foram chefes do extinto tabloide News of the World, disse a acusação a um tribunal de Londres nesta quarta-feira.

O tribunal também ouviu da promotoria que três ex-jornalistas graduados do News of the World, que faz parte do conglomerado de mídia de Rupert Murdoch, tinham se declarado culpados das acusações relacionadas às escutas telefônicas. O promotor Andrew Edis disse que o júri teria que decidir se Rebekah e Coulson tinham conhecimento do comportamento ilegal. A admissão de culpa do ex-correspondente Neville Thurlbeck, do ex-editor-adjunto James Weatherup e do ex-editor Greg Miskiw foram as primeiras confissões por parte de funcionários do jornal desde o início da investigação, em 2011, sobre as acusações de que repórteres escutavam ilegalmente telefonemas de celebridades, políticos e vítimas de crimes.

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Entenda o caso

  1. • O tabloide News of the World recorria a detetives e escutas telefônicas em busca de notícias exclusivas – entre as vítimas estão celebridades, políticos, membros da família real e até parentes de soldados mortos.
  2. • Policiais da Scotland Yard também teriam sido subornados para fornecer informações em primeira mão aos jornalistas.
  3. • O escândalo forçou o fechamento do jornal sensacionalista, que circulou por 168 anos e era um dos veículos do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch.
  4. • Agora, a polícia investiga uso de grampos ilegais em outros jornais britânicos.

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“Houve escutas telefônicas, e muitas”, disse Edis. “Dado que eles [Rebekah e Coulson] eram tão graduados, se eles sabiam sobre isso, bem, obviamente, eles estavam permitindo que isso acontecesse. Eles estavam no controle”. Edis afirmou à corte que Rebekah e Coulson eram os responsáveis pelo tabloide dominical News of the World e pelo jornal diário The Sun durante o período em que o esquema ilegal esteve em operação. O promotor disse ainda que ambos aprovaram pagamentos ilegais para funcionários públicos, incluindo um autorizado por Rebekah no valor de cerca de 40 000 libras (64 000 dólares) a um funcionário do Ministério da Defesa. Coulson é acusado de autorizar pagamento a um empregado da polícia real para obter um livro de telefone com detalhes de contatos da realeza britânica.

Quando a polícia finalmente começou a revelar a verdade, Rebekah e outras pessoas da empresa montaram um plano de encobrimento, segundo Edis. Rebekah e Coulson estão em julgamento, com seis outros suspeitos, sob acusação ​​de conspirar para invadir telefonemas e fazer pagamentos ilegais. Eles negam todas as acusações. Ela também enfrenta duas acusações de conspiração para perverter o curso da Justiça.

(Com agência Reuters)

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