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Ex-ditador egípcio Mubarak volta a ser condenado à prisão por corrupção

Ele e os filhos Gamal e Alaa foram condenado a três anos atrás das grades. Mas podem se livrar do cumprimento da pena por já terem passado esse tempo na cadeia

Por Da Redação 9 Maio 2015, 13h07

Uma corte egípcia condenou neste sábado o ditador Hosni Mubarak e seus dois filhos a três anos de prisão, em um novo julgamento de um caso de corrupção. No entanto, Mubarak e seus filhos Gamal e Alaa podem não ter de cumprir a sentença uma vez que eles já ficaram presos por três anos cumprindo sentença por outros casos.

Em maio do ano passado, Mubarak foi sentenciado a três anos de prisão por desvio de dinheiro público que deveria ser empregado na renovação e manutenção de palácios presidenciais, mas foi usado para aumentar as propriedades privadas da família do ditador. Seus dois filhos foram condenados a quatro anos de cadeia no mesmo caso. Eles recorreram e, em janeiro deste ano, as condenações foram anuladas, levando ao novo julgamento.

O veredicto incluiu também uma multa de 16,3 milhões de dólares e a devolução de 2,7 milhões de dólares aos cofres públicos. Os valores já teriam sido pagos depois do primeiro julgamento do caso.

Mubarak, de 87 anos, foi derrubado do poder depois de 30 anos de ditadura em meio aos protestos em massa em países árabes, em 2011. No final do mesmo ano, foi anunciado que ele e os filhos seriam julgados por corrupção e pelo massacre de manifestantes durante a revolta. Ele chegou a ser condenado à prisão perpétua pelas mortes nos protestos, mas a justiça acabou retirando as acusações.

A Justiça egípcia o absolveu de dois casos de corrupção vinculados à venda irregular de petróleo para Israel, por falta de provas, e à aquisição de cinco mansões na cidade de Sharm el-Sheikh, pela prescrição do delito.

O ditador e seus filhos acompanharam a leitura da sentença neste sábado. Alguns apoiadores também apareceram, vestindo camisetas com o rosto de Mubarak, acenando e mandando beijos quando ele entrou no tribunal, informou a agência de notícias Associated Press. E protestando quando a condenação foi anunciada. O ex-comandante da Força Aérea voltou para o hospital militar no Cairo onde é mantido durante os julgamentos. Os filhos também voltaram para a prisão, conforme oficiais disseram à AP.

(Da redação)

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