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Ex-detento de Guantánamo é sentenciado à prisão perpétua

Ele foi acusado de envolvimento em atentados contra embaixadas americanas

Um juiz dos EUA sentenciou nesta terça-feira à prisão perpétua o primeiro detento de Guantánamo a ser submetido a um julgamento civil. O tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani, de 36 anos, foi acusado de envolvimento em atentados de 1998 a embaixadas dos EUA na Tanzânia e no Quênia.

Um júri considerou Ghailani culpado por “conspiração para danificar ou destruir com explosivos o patrimônio dos EUA”, mas o absolveu de outras 284 acusações de conspiração e homicídio. A defesa havia pedido leniência a Ghailani devido ao tratamento que ele recebeu dos investigadores da CIA.

O processo, cujos trâmites ocorreram em Nova York, foi visto como um teste para o plano do governo de submeter à Justiça comum 173 suspeitos de terrorismo presos na base naval de Guantánamo, em Cuba.

O presidente Barack Obama prometeu, durante sua campanha eleitoral à Presidência, em 2008, que fecharia a prisão de Guantánamo, alvo de condenações internacionais devido aos maus tratos aos detentos. Mas a iniciativa enfrentou resistência de críticos que consideram necessária a manutenção dessa prisão na luta contra os extremistas islâmicos.

“A sentença de Ahmed Ghailani hoje mostra novamente a força do sistema judicial norte-americano ao responsabilizar terroristas por suas ações”, disse em nota o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder. “Centenas de indivíduos já foram condenados em cortes federais por terrorismo ou crimes relacionados ao terrorismo desde (os atentados de) 11 de setembro de 2001”, acrescentou.

(Com agência Reuters)