Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Ex-chefe do ETA é condenado a 81 anos de prisão por morte de guardas civis

Um ex-chefe da organização armada independentista basca ETA, Félix Alberto López de la Calle Gauna, conhecido como “Mobutu”, foi condenado nesta quinta-feira a 81 anos de prisão na Espanha pelo assassinato de três guardas civis em 1980 no País Basco.

A Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, considerou “Mobutu” culpado de pertencer ao comando que disparou “várias vezes contra três guardas civis na cabeça e no tronco”.

Segundo o tribunal, López de la Calle Gauna chegou com outros membros do ETA, uma hora antes do atentado, no dia 4 de outubro de 1980, à cidade basca de Salvatierra.

Depois de matar os agentes que faziam a segurança de uma corrida ciclística, fugiram em um veículo onde foi encontrada uma impressão digital de “Mobutu”.

Outros dois membros do ETA já foram condenados em novembro de 2011 por este caso. Ignacio Aracama Mendia, conhecido como “Makario”, foi condenado a 61 anos de prisão por sua participação no atentado e Ismael Arrieta Pérez de Mendiola foi sentenciado a 30 anos por fornecer informações.

López de la Calle Gauna, que admitiu pertencer ao ETA, tinha se apresentado no começo de seu julgamento em abril vestindo uma camisa da seleção argentina de futebol.

“Mobutu” foi entregue temporariamente às autoridades espanholas pela França, onde cumpre uma pena de 12 anos de prisão, a que foi condenado em janeiro de 2010 com sua mulher María Mercedes Chivite Berango, chamada de “Mertxe”. O casal tinha sido detido, em abril de 2004, na França.

Segundo as autoridades espanholas, “Mobutu” se incorporou às fileiras do grupo armado basco nos anos setenta, antes de integrar a direção, em 1992.

Ele é suspeito de participação em vários atentados no final dos anos 70 e começo dos 80.