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Ex-assessor de Trump é preso pelo FBI por envolvimento no ‘Russiagate’

Roger Stone responde por sete crimes e teria sido um elo da campanha republicana com o WikiLeaks e militares russos

Por Da Redação Atualizado em 25 jan 2019, 12h48 - Publicado em 25 jan 2019, 11h54

Ex-assessor de Donald Trump, Roger Stone foi preso pelo FBI nesta sexta-feira, 25, como suspeito de envolvimento na divulgação de milhares de documentos roubados do Partido Democrata em 2016, com o objetivo de favorecer a campanha do republicano para a Casa Branca. Ele teria se valido do Wikileaks para executar a tarefa.

Stone responderá à Justiça por sete crimes, entre os quais o de obstrução de procedimentos policiais e o de mentir ao Congresso americano, segundo o jornal The New York Times. Ele foi preso em Fort Lauderdale, na Flórida, e deve apresentar-se ainda hoje a um tribunal local.

Segundo o Times, esta é a primeira ordem de prisão emitida pelo procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência da Rússia em favor de Trump na campanha eleitoral de 2016, caso conhecido nos Estados Unidos como “Russiagate”. Investigações paralelas de procuradores de Nova York já levaram à condenação de outros oito colaboradores diretos de Trump em 2016, entre os quais seu ex-advogado Michael Cohen.

O Times descreve Stone como um “autodeclarado trapaceiro, que passou décadas explorando as artes diabólicas do escândalo e os truques sujos para ajudar a influenciar campanhas políticas americanas”. Por muito tempo, ele sustentou não ter nenhuma vinculação com o caso investigado. Seu advogado, Grant Smith, afirmou serem “ridículas” as acusações de Mueller contra seu cliente.

“Isto tem a ver com uma acusação menor sobre mentir ao Congresso sobre algo que, aparentemente, foi descoberto depois”, alegou seu defensor.

Segundo o jornal The Washington Post, Stone e Trump são amigos há três décadas. Ele foi conselheiro formal de Trump em 2015 e, nos anos seguintes, manteve-se em contato com o então candidato republicano e com seus colaboradores. Antes das eleições de 2016, afirmou que estava em contato com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, a quem considerava “um herói”.

Stone sempre negou contato com a Rússia e com o WikiLeaks. Mas agentes de inteligência dos Estados Unidos comprovaram que ele tinha trocado mensagens com o “Guccifer 2.0”, perfil do Twitter usado por militares russos. Entre os documentos vazados em 2015 estavam os emails pessoais da então candidata demcorata Hillary Clinton, da época em que fora secretária de Estado. Ela valera-se de suas próprias contas — e não da fornecida pelo Departamento de Estado, com alto nível de segurança — para tratar de suas atribuições oficiais.

 

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