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Evo Morales é recebido com festa no retorno à Bolívia

Depois passar 13 horas na Áustria, avião com o governante pousou em La Paz

Por Da Redação
4 jul 2013, 06h16

O avião presidencial de Evo Morales chegou finalmente à Bolívia na noite de quarta-feira, depois de uma parada não planejada de 13 horas na Áustria. O voo teve sua rota desviada quando países europeus proibiram que a aeronave cruzasse seus espaços aéreos por causa de suspeitas de que o ex-técnico da CIA Edward Snowden estivesse a bordo. Cansado, o governante foi recebido com festa por uma comitiva que o aguardava no aeroporto de La Paz. Após desembarcar, Morales foi presenteado com colares de flores e cachecóis artesanais e, depois de cumprimentar ministros e parlamentares, usou a ocasião de palanque para atacar o “imperialismo americano”.

“É uma provocação aberta para o continente, não só para o presidente. Eles usam o agente do imperialismo americano para nos assustar e nos intimidar”, discursou Morales. O presidente boliviano também aproveitou para aconselhar os países europeus a se “libertarem” do controle dos Estados Unidos.

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Crise diplomática – Em um incidente que ganhou contornos de crise diplomática internacional, a Bolívia acusou França, Portugal, Espanha e Itália de terem proibido que o avião presidencial, que voltava da Rússia, sobrevoasse os seus espaços aéreos, forçando o desvio para Viena. A negativa seria motivada pela suspeita de que Snowden, procurado nos EUA por ter revelado os programas secretos do governo americano, estivesse a bordo da aeronave. Com o passaporte cancelado, o ex-técnico da CIA está “preso” no aeroporto de Moscou.

O impasse só terminou quando autoridades austríacas fizeram uma checagem na aeronave e confirmaram que Snowden não estava no voo. Logo depois, a Espanha autorizou o avião a fazer uma escala nas Ilhas Canárias. O voo de Morales fez ainda mais uma escala, dessa vez em Fortaleza, antes de seguir para a capital boliviana.

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O incidente irritou as autoridades bolivianas, que convocaram os embaixadores de Itália, França e o cônsul de Portugal para dar explicações. Quando Morales ainda estava na Áustria, o vice Álvaro García chegou a dizer que o presidente boliviano havia sido “sequestrado”. Em nota, a França se desculpou pelo episódio. “Nunca houve, naturalmente, nenhuma intenção de bloquear o acesso do nosso espaço aéreo ao avião do presidente Morales, que continua sendo bem-vindo a nosso país”, disse o chanceler francês, em uma nota oficial. Na quarta, bolivianos protestaram na porta da embaixada francesa em La Paz e queimaram bandeiras do país.

Reação – A Bolívia conseguiu a solidariedade de países da região, com Venezuela, Argentina, Equador e Uruguai condenando a decisão de fechar o espaço aéreo. Durante a tarde de quarta, a presidente Dilma Rousseff também se manifestou a favor de Morales. Em nota, expressou “indignação e repúdio ao constrangimento imposto ao presidente” boliviano e disse que o constrangimento atinge “toda América Latina”, “compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles”.

Morales estava em Moscou participando de um fórum sobre energia. Ele concedeu uma entrevista a uma emissora russa dizendo que consideraria um pedido de asilo de Snowden, que está desde o dia 23 em uma zona de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, impedido de sair, porque seu passaporte foi cancelado pelos EUA. Ele foi acusado de espionagem, furto e apropriação indevida de propriedade do governo. Washington quer que ele seja julgado em território americano e iniciou uma caça ao delator, que, antes mesmo da divulgação das informações, havia viajado a Hong Kong (de lá seguiu para Moscou).

(Com Estadão Conteúdo e EFE)

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