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Evo Morales critica racismo em alfinetada a deputado brasileiro

Após chamar aldeia de "lixo", Rodrigo Amorim disse "que quem gosta de índio, que vá para a Bolívia".

Por EFE 5 jan 2019, 22h28

O presidente da Bolívia, Evo Morales, lamentou neste sábado o “ressurgimento” da supremacia “racista” e afirmou que, contra a discriminação, os povos indígenas promovem o respeito, a propósito da declaração do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Amorim (PSL), que disse “que quem gosta de índio, que vá para a Bolívia”.

“Lamentamos o ressurgimento de ideologia de supremacia racista, como réplica da xenofobia do Governo dos Estados Unidos. Contra a intolerância e discriminação, os povos indígenas promovem respeito e integração”, escreveu Morales na sua conta do Twitter.

O presidente boliviano, de origem aimará, acrescentou que todos têm os mesmos direitos porque são “filhos da mesma Mãe Terra”.

  • A imprensa boliviana repercutiu as declarações de Amorim quando ele se referiu à Aldeia Maracanã, que fica na cidade do Rio, da qual afirmou que é um “lixo urbano” e que é necessária sua limpeza.

    “Como carioca, me causa indignação ver aquilo da maneira como está hoje. Quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, é presidida por um índio”, afirmou o deputado.

    As declarações de Amorim geraram reações do governo e da oposição boliviana, da mesma forma que do povo boliviano, que expressou sua rejeição a essas palavras através das redes sociais.

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