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Evo ironiza ‘pequeno’ auxílio do G7 contra incêndios na Amazônia

Presidente da Bolívia diz que países mais ricos 'deveriam contribuir muito mais', e não apenas quando há desastre ambiental

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ironizou na terça-feira, 27, a decisão do G7 de conceder 20 milhões de dólares para combater os incêndios na Floresta Amazônia. Desapontado, Morales descreveu a contribuição das economias ricas como “muito pequena” e afirmou que esses recursos não podem ser considerados como uma ajuda, mas sim uma “obrigação” dessas nações.

“Saúdo também essa pequena, pequena, muito pequena contribuição do G7 de 20 milhões de dólares. Isso não é ajuda, faz parte de uma corresponsabilidade compartilhada, pois todos os povos têm essa obrigação (de preservar o ambiente)”, disse o governante em entrevista à rádio Pan-Americana.

Morales avalia que os países mais industrializados “deveriam contribuir muito, e não apenas quando há incêndios”. Disse ainda que espera que a ajuda chegue o mais rápido possível.

Na contra-mão da Bolívia, o governo brasileiro disse que só aceitará receber o dinheiro oferecido pelo G7 se presidente francês, Emmanuel Macron, retirar os “insultos” feitos contra o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Na véspera, o governo boliviano antecipou que aceitaria um pedido da França para formar uma “aliança para a Amazônia”, o que abriu a possibilidade de uma reunião entre Morales e Macron. O boliviano tem sido bastante hábil ao lidar com a crise dos incêndios na Amazônia, ao contrário do Brasil.

Evo Morales já sobrevoou pelo menos três vezes as áreas afetadas, não deu declarações ácidas contra líderes europeus e, em um ato claríssimo de propaganda, deixou-se fotografar apagando um foco de incêndio, vestido como bombeiro.

Em relação aos incêndios em seu país, Morales informou que estima-se que 1,2 milhão de hectares foram destruídos desde maio. Destes, cerca de 500.000 hectares são de florestas. Ele ressaltou que a luta contra o fogo continua por via aérea e terrestre e decretou uma “pausa ecológica” nas aéreas afetadas, proibindo a venda de terras e iniciando trabalhos pós-incêndio.

Um avião-tanque SuperTanker, Boeing 747, continua com suas tarefas de descarga de água no departamento de Santa Cruz, bem como helicópteros da Força Aérea Boliviana. Bombeiros e civis combatem as chamas no terreno.

(Com AFP)

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    Mas a proposta é esta. Tomarem conta para contribuir com tudo.

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  2. Paulo Bandarra

    Bolosnaro só aceitaria se Macron negasse a verdade sobre ele.

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