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Europeus anunciam 1,5 milhão de euros em ajuda a refugiados nos Bálcãs

A verba vai ser destinada para arcar com serviços de emergência básicos tais como água potável, higiene, cuidado de saúde, abrigos e proteção aos refugiados e imigrantes

A Comissão Europeia (CE), o órgão executivo da União Europeia (UE) anunciou nesta quarta-feira uma ajuda humanitária de 1,5 milhão de euros (cerca de 6 milhões de reais) para ajudar refugiados e imigrantes na Sérvia e Macedônia, às vésperas da cúpula dos Bálcãs que será realizada amanhã em Viena. O anúncio foi feito pelo comissário europeu de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan. “Necessitamos de uma resposta europeia e do mais alto nível de cooperação com nossos vizinhos” para fazer frente à crise de refugiados, disse.

A ajuda humanitária anunciada para a Sérvia e Macedônia será destinada a cobrir serviços de emergência básicos tais como água potável, higiene, cuidado de saúde, abrigos e proteção aos refugiados e imigrantes, melhora de centros de recepção, e coordenação e informação sobre assuntos imigratórios na região. Na cúpula do Bálcãs em Viena participarão os primeiros-ministros da Albânia, Macedônia, Kosovo, Montenegro, Sérvia e Bósnia-Herzegovina e também os máximos responsáveis da Alemanha, França, Itália, Croácia e Eslovênia. A cúpula ocorre antes da conferência que será realizada em outubro em Budapeste sobre o problema imigratório.

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Alemanha – O governo alemão planeja dobrar financiamentos neste ano para ajudar cidades com números recordes de refugiados, uma medida que visa a enfrentar um problema que alimenta tensões sociais no país. Com abrigos para refugiados na Alemanha sendo atacados quase diariamente e alertas de políticos sobre o aumento da xenofobia, o gabinete da chanceler Angela Merkel passou uma lei para agilizar o uso de uma verba de 500 milhões de euros (4 bilhões de reais) – gasto que originalmente estava previsto para 2016.

A Alemanha, país europeu que mais recebe imigrantes, espera que o número de pessoas que buscam asilo quadruplique neste ano para 800.000, e as cidades mais afetadas pelas ondas imigratórias informam que já estão lutando para pagar por acomodações, apoio médico e outros gastos para os recém-chegados. A chanceler vai visitar nesta quarta-feira a cidade de Heidenau, onde protestos violentos contra refugiados ocorreram no fim de semana.

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(Da redação)