Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Europa propõe destinar 11 bilhões de euros à Ucrânia

Comissão também vai trabalhar para garantir fornecimento de energia para o país através de "fluxos reversos" de gás a partir da UE

Por Da Redação 5 mar 2014, 09h42

A União Europeia está pronta para fornecer 11 bilhões de euros em ajuda financeira à Ucrânia nos próximos dois anos, através de uma série de empréstimos e concessões, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. A assistência será feita em uma ação coordenada com o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento e com o Banco Europeu de Investimento, e depende em parte de a Ucrânia assinar um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“O pacote combinado pode levar um apoio geral de ao menos 11 bilhões de euros ao longo dos próximos dois anos, do orçamento da UE e de instituições financeiras internacionais baseadas na UE”, disse Barroso. O bloco também planeja apresentar benefícios comerciais que a Ucrânia teria recebido se tivesse assinado um acordo de associação com a UE no ano passado, e trabalhará no fornecimento de energia para a Ucrânia através de “fluxos reversos” de gás a partir de países europeus.

Leia também:

Estratégia equivocada de Putin na Ucrânia deve expor fragilidade russa

Obama: argumento de Putin para atacar a Ucrânia “não engana ninguém”

‘A Rússia está do lado errado da história’, diz Obama

Continua após a publicidade

Ajuda do FMI à Ucrânia pode afetar credibilidade do Fundo

Em meio ao cenário de crescentes dificuldades econômicas da Ucrânia, os Estados Unidos também anunciaram que pretendem oferecer 1 bilhão de dólares ao país no âmbito de um empréstimo internacional. O anúncio foi feito nesta terça-feira, logo após a chegada a Kiev do secretário americano de Estado, John Kerry.

Além de não ter dinheiro em caixa, o novo governo interino da Ucrânia enfrenta a perspectiva de ver sua dívida aumentar ainda mais. Na terça-feira, o presidente da gigante de energia russa Gazprom, Alexei Miller, disse que, a partir de abril, deixará de vender gás à Ucrânia com desconto, uma ação que deve criar ainda mais dificuldades financeiras para as novas autoridades de Kiev. Os russos dizem que a decisão é “justa”, já que os ucranianos não estão conseguindo quitar suas dívidas.

Leia mais: UE vira obstáculo a plano americano para deter Rússia

No ano passado, a Naftogaz, a companhia ucraniana de gás, havia comprado 13 bilhões de metros cúbicos de gás a uma taxa de 400 dólares por 1.000 metros cúbicos. Em dezembro, ainda durante a Presidência do presidente destituído Viktor Yanukovich, a taxa foi reduzida para 268,5 dólares como parte de um gesto do Kremlin para atrair a Ucrânia ainda mais para sua órbita. À época, o país já enfrentava intensos protestos por causa da decisão de Yanukovich de não assinar um acordo de aproximação com a União Europeia e preferir barganhar com os russos. O mesmo pacote de bondades do Kremlin também incluía um empréstimo de 15 bilhões de dólares – até o momento 3 bilhões foram enviados.

(Com agências EFE e Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade