Clique e assine a partir de 8,90/mês

Europa e EUA seguem vetados para brasileiros. Mas há exceções. Entenda

Turistas conseguem entrar em território americano fazendo quarentena no México; para entrar na Europa, a cidadania é uma das únicas chaves

Por Amanda Péchy - Atualizado em 18 set 2020, 15h11 - Publicado em 18 set 2020, 15h09

Quando o governo dos Estados Unidos anunciou uma suspensão a partir da segunda-feira 14 das restrições de voos oriundos do Brasil, entre outros países gravemente afetados pelo coronavírus, turistas ávidos se encheram de esperança. Contudo, a embaixada americana esclareceu que as exigências para entrar no país seguem as mesmas.

Na prática, voos com direção aos Estados Unidos só podem receber cidadãos americanos, residentes permanentes legais (portadores de green card) e familiares imediatos de cidadãos norte-americanos, além de algumas categorias específicas. Os brasileiros que não se enquadram continuam barrados do país.

A novidade são medidas como a interrupção de triagem de saúde aos passageiros que chegam de certos países, como o Brasil – e estão dentro das categorias permitidas. Contudo, existe uma opção para quem anseia por férias nos parques de Orlando, praias de Miami, ou resorts de Los Angeles.

Os Centros de Controle de Doenças (CDC), agência federal de saúde, recomendam que viajantes internacionais de áreas de alto risco entrem em quarentena por 14 antes de adentrar o país. Por isso, é possível chegar aos Estados Unidos fazendo, primeiro, uma parada em uma das nações que a Casa Branca não barrou.

“Turistas brasileiros podem fazer uma quarentena no México para, depois, chegar ao destino final”, diz Gustavo Guimarães, coordenador de vendas da Selections Viagens, agência que é referência em turismo de luxo no Brasil. “Contudo, a viagem fica muito mais dispendiosa, já que o visitante precisa arcar com a estadia no país vizinho, então optam por um destino mexicano”, completa.

Continua após a publicidade

A União Europeia, cujos estados membros são alguns dos destinos favoritos dos brasileiros, também continua restrita. Entre os destinos abertos no Velho Continente para quem parte do Brasil são Reino Unido, Irlanda e Croácia.

Reino Unido e Irlanda, contudo, exigem uma quarentena de 14 dias para turistas, paga do próprio bolso. Caso desobedecida, pode gerar multa de até 6.500 reais. A Croácia, por sua vez, faz parte da lista seleta de países que já permitem a entrada de brasileiros sem a necessidade de cumprir isolamento social obrigatório após a chegada.

Como nos Estados Unidos, também existem algumas raras exceções em que é possível visitar a Europa durante a pandemia. Quem tem passaporte ou cidadania de um dos países que compõem o espaço de Schengen, acordo que permite a livre circulação de pessoas entre os signatários, pode conseguir passear pelos canais de Veneza ou pelas ruas de Paris.

“Geralmente, quem tem cidadania portuguesa, por exemplo, consegue entrar no continente por Portugal e fazer uma quarentena reduzida, de sete dias, ou nem fazer quarentena”, explica Gustavo. O viajante ainda teria que arcar com os custos do isolamento, mas pode circular tanto por Portugal, por exemplo, quanto pelos outros países de Schengen. Contudo, a recomendação permanece a de circular o menos possível, para evitar a propagação do vírus, ressalta o coordenador de vendas.

Não há turista que não esteja na expectativa para a reabertura das fronteiras desses destinos, que são os queridinhos do Brasil. A agência Selections observou um aumento da procura por destinos que já estão abertos para brasileiros – além da Croácia, também a Turquia, México, Caribe, Maldivas, entre outros –, mas prevê que todos voltarão correndo para Itália, França, Espanha e Estados Unidos assim que possível.

“No mundo do turismo, já há um burburinho de que os Estados Unidos estão se preparando para voltar a permitir a entrada de brasileiros”, diz Cacau Sagiori, diretora da Selections Viagens, onde os destinos mais procurados são, geralmente, Nova York e Flórida. “O movimento para esses novos destinos deve continuar alto, mas é inegável que os clássicos continuam clássicos”.

Continua após a publicidade
Publicidade