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EUA sancionam 29 ministros e altos funcionários do regime sírio

Washington, 18 jul (EFE).- O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou nesta quarta-feira sanções econômicas contra 29 altos funcionários do regime sírio, entre eles 24 ministros, e contra cinco empresas relacionadas com o desenvolvimento de armas e mísseis.

Desde que as revoltas contra o regime de Bashar al Assad começaram, na ‘primavera árabe’ de 2011, o Departamento do Tesouro emitiu sanções contra 100 indivíduos e entidades, assim como contra o governo sírio, incluindo o Banco Central.

O Departamento do Tesouro ‘esteve trabalhando para aplicar sanções contra os envolvidos em abusos contra os direitos humanos na Síria’ para pressionar o regime de Assad para acabar com essa ‘detestável’ campanha de violência contra o povo sírio, iformou em comunicado.

As sanções incluem o ministro da Fazenda, Mohammad al-Jililati; o da Justiça, Radwan Habib, e o governador do Banco Central, Adib Mayaleh, que ‘tentaram escapar das sanções’, assim como outros membros do gabinete de Assad que não tinham sido definidos previamente.

Entre os ministros sancionados estão o da Informação, Omran Ahed al Zoubi; de Agricultura e Reforma Agrária, Subhi Ahmad ao Abdullah; de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Safwan al Assaf; de Saúde, Wael Nader al Halqi e de Turismo, Hala Mohammad al Nasser, o ministro de Estado, Hussein Mahmoud Farzat, e o primeiro-ministro, Riyad Hijab, entre outros.

Os departamentos do Tesouro e o de Estado sancionaram ainda cinco companhias, por considerar que contribuíram materialmente (ou representavam um risco de contribuirem) para a proliferação de armas de destruição em massa biológicas e químicas e da tecnologia de mísseis.

As empresas são a Industrial Solutions, Mechanical Construction Factory (MCF), Handasieh, Business Lab e a companhia síria de eletrônicos Syronics.

‘As ações de hoje refletem o firme compromisso dos EUA para pressionar o regime de Assad para que ponha fim ao massacre e deixe o poder’, afirmou o subsecretário do Tesouro para terrorismo e inteligência financeira, David Cohen, em comunicado. EFE