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EUA rompem cerco de jihadistas a minoria no Iraque

Situação no Monte Sinjar, para onde fugiram milhares de pessoas, é melhor do que se imaginava e Pentágono praticamente descarta operação de resgate

Por Da Redação 13 ago 2014, 22h56

Depois dos seguidos bombardeios dos Estados Unidos a posições do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, militares americanos conseguiram romper o cerco que a milícia fundamentalista impunha a milhares de integrantes da minoria yazidi no Monte Sinjar. A montanha e seus arredores se tornaram refúgio dos membros da etnia religiosa, obrigados a fugir para não serem mortos pelos jihadistas, que os consideram seguidores de uma “religião demoníaca”.

Os yazidis são curdos étnicos que cultivam uma religião com elementos do zoroastrismo, do cristianismo e do islamismo. Com o avanço do jihadistas do EI, que não hesitam em usar a violência para liquidar os tidos como “infiéis”, esse povo passou a ser um dos mais perseguidos, e teve de fugir para a montanha, sem acesso a água ou alimentos.

A missão começou com a chegada de cerca de 130 assessores militares americanos à capital regional curda Erbil. Um grupo menor então seguiu para o Sinjar e pousou no monte na terça-feira, segundo o Pentágono. Eles passaram cerca de 24 horas na localidade, avaliando a situação dos yazidis, e concluíram que o cenário é melhor do que se imaginava.

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“A equipe avaliou que há muito menos yazidis no Monte Sinjar do que se pensava”, disse o Pentágono em um comunicado nesta quarta-feira. Os militares, segundo o jornal The New York Times, encontraram na região número muito menor do que as “dezenas de milhares” de pessoas que se chegou a cogitar. Além disso, o Pentágono declarou que “os yazidis que permanecem estão em melhores condições do que se acreditava anteriormente e continuam a ter acesso à comida e à água que lançamos por avião.”

Diante disso, os EUA praticamente descartaram realizar uma grande operação militar para retirar a minoria isolada na região no Monte Sinjar. “Com base nesta avaliação, foi determinado que uma missão de retirada é muito menos provável”, diz o comunicado do Pentágono. Os EUA, porém, continuarão a prestar assistência humanitária conforme necessário.

Apoiados pelos americanos, combatentes curdos têm protegido cidades habitadas pela minoria yazidi para evitar o ataque de comboios armados do Estado Islâmico e já ajudaram milhares de pessoas deste grupo a escapar para áreas mais seguras no norte do Iraque.

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(Com agências Reuters e France-Presse)

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