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EUA responderão se Irã tentar bloquear Estreito de Ormuz (Pentágono)

Por Mark Wilson 8 jan 2012, 14h21

Os Estados Unidos responderão através da força caso o Irã tente bloquear o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o tráfego marítimo de petróleo, afirmou neste domingo o chefe do Pentágono, Leon Panetta, evocando uma “linha vermelha” que não deve ser ultrapassada.

“Fomos muito claros sobre o fato de que os Estados Unidos não tolerarão o fechamento do estreito de Ormuz. Esta é uma linha vermelha para nós e vamos responder”, advertiu o secretário americano de Defesa durante a transmissão do programa “Face the Nation” na rede de televisão CBS.

A tensão aumentou entre Teerã e Washington desde terça-feira, após a advertência iraniana sobre a presença da marinha americana no Golfo enquanto realizavam manobras militares, despertando temores sobre o eventual fechamento do estreito de Ormuz, por onde transita 35% do petróleo mundial transportado por via marítima.

Washington advertiu que manterá seus navios de guerra mobilizados no Golfo, enquanto a Casa Branca considerou que as advertências do Irã demonstravam sua “debilidade” e a eficácia das sanções aplicadas contra o país por impulsionar seu polêmico programa nuclear.

O oficial americano de maior patente militar, o general Martin Dempsey, que acompanhou Panetta em sua apresentação, disse que o Irã estaria em condições de bloquear o estreito, o que seria uma “ação intolerável”, segundo ele.

“Eles investiram em meios que poderiam permitir o bloqueio por um tempo do estreito de Ormuz. De nossa parte, investimos em meios para garantir que, se este for o caso, possamos impedir” a ação, informou o militar no programa da CBS.

“Atuaremos e reabriremos o estreito” caso ele seja fechado, acrescentou o general Dempsey.

Durante uma visita a Omã, no início de 2011, uma autoridade militar americana disse à AFP que os Estados Unidos estavam “preocupados com a capacidade iraniana de impedir o trânsito do petróleo através do Estreito de Ormuz”.

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“Os iranianos podem, certamente, causar um impacto inicial, mas não podem fechar o canal por muito tempo”, afirmou sob anonimato.

Neste domingo, o secretário da Defesa reafirmou um outro “sinal de alerta” para Washington: o desenvolvimento de uma arma nuclear em Teerã em seu programa nuclear controverso.

“Desenvolveram uma arma nuclear? Não. Mas, sabemos que estão tentando desenvolver uma capacidade nuclear, que é preocupante para nós”, disse.

O programa nuclear iraniano, de finalidade civil, segundo Teerã, pode ser o suficiente para a construção de armas nucleares, caso seja a vontade do Irã, uma decisão que ainda não foi tomada, de acordo com a inteligência americana.

Panetta e Dempsey afirmaram que as prioridades de Washington são ações diplomáticas e sanções econômicas contra o regime, contudo, sem excluir a ação militar.

Já o chefe do Estado-Maior explicou que seu papel é o de planejar uma eventual operação, avaliar os riscos e, “em certos casos, posicionar os meios” militares para conduzir tal operação”.

“Todas estas atividades estão em andamento”, disse.

Para aliviar as tensões entre os dois países, a marinha americana libertou na quinta-feira 13 marinheiros iranianos mantidos reféns por piratas somalis na costa de Omã, uma ação elogiada por Teerã como um “gesto humanitário positivo”.

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