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EUA reiteram compromisso na Europa mas querem mais dos aliados

Por Jacquelyn Martin - 4 fev 2012, 10h12

Os Estados Unidos querem fortalecer a cooperação transatlântica em termos de segurança, mas espera que a Europa faça mais investimentos na própria defesa, afirmou neste sábado o secretário Defesa americano, Leon Panetta, em uma conferência em Munique sobre a segurança.

“Todos devemos continuar investindo na defesa para enfrentar o melhor possível os futuros desafios”, declarou o chefe do Pentágono durante uma mesa redonda com a secretária de Estado Hillary Clinton e o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.

Hillary Clinton destacou que a Europa continuará sendo “um sócio fundamental” dos Estados Unidos, apesar da evolução da estratégia americana.

Apesar dos 487 bilhões de dólares de economia no orçamento do Pentágono nos próximos 10 anos, Panetta destacou a “importância estratégica duradoura” da Europa para o país.

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“O compromisso americano com o escudo antimísseis e a participação de Washington no financiamento da compra de cinco aviões teleguiados Global Hawk para o sistema de vigilância aérea da Otan (AGS) são uma prova desta relação”, declarou Panetta.

Ele também anunciou a participação de uma brigada americana na Força de Reação da Otan (NRF), criada em 2002 pela Aliança Atlântica, que deve estar integrada por 13.000 homens.

Esta medida constitui “um voto de confiança” americano para o futuro da Aliança Atlântica, destacou Panetta, para quem a Europa deve fazer o mesmo. A cooperação na Otan não pode ser uma desculpa para reduzir ainda mais os orçamentos militares na Europa, insistiu.

Os Estados Unidos pagam por 75% dos gastos militares da Otan e apenas outros quatro dos 28 países da Aliança – Grã-Bretanha, França, Grécia e Albânia – destinam 2% do PIB à defesa.

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