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EUA reafirmam compromisso com a Otan antes da cúpula de julho

Donald Trump foi grande crítico da organização e cobra Alemanha por maior participação financeira

Por Da Redação - 23 maio 2018, 16h43

A poucas semanas para a cúpula de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nos dias 11 e 12 de julho em Bruxelas, a embaixadora dos Estados Unidos para a entidade, Kay Bailey Hutchison, reafirmou nesta quarta-feira (23) o compromisso de Washington com a coalizão internacional e garantiu que o país é um membro “confiável”.

“Os Estados Unidos são confiáveis e um aliado permanente de nossos parceiros europeus e da Otan”, assegurou Hutchison durante entrevista coletiva em Washington junto às representantes do Reino Unido, Sarah MacIntosh, e do Canadá, Kerry Buck.

A embaixadora americana reconheceu que o ceticismo inicial do presidente Donald Trump o fez classificar a organização de “obsoleta” durante a campanha presidencial de 2016, mas que, uma vez na Casa Branca, o líder mudou de opinião após falar “com pessoas de sua confiança”.

Hutchison admitiu que existem diferenças entre alguns integrantes da Otan em “assuntos econômicos”, mas ressaltou que tais desacordos não afetam a aliança já que o “objetivo comum” de todos os integrantes é a defesa de seus interesses.

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Um desses desencontros foi o que Washington e Berlim protagonizaram nos últimos meses devido à contribuição da Alemanha à Aliança Atlântica, a qual, segundo Trump, é insuficiente.

Na cúpula da Otan de 2017, o presidente americano cobrou publicamente que todos os líderes do grupo cumprissem “com as suas obrigações financeiras”, de modo a garantir a defesa comum perante as “muito reais e ferozes ameaças atuais”.

Na semana passada, Trump voltou a criticar a Alemanha por ser um dos países que não fornecem 2% do PIB para a defesa comum e expressou sua intenção de resolver esse problema o quanto antes.

Apesar de suas afirmações, Hutchison insistiu nesta quarta-feira que, embora o país europeu “já esteja fazendo muito” pela aliança, especialmente em termos de logística, deveria dar um passo à frente.

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“No âmbito de despesa militar, gostaríamos que a Alemanha assumisse a sua liderança, já que tem capacidade”, sustentou a embaixadora.

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