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EUA questionam a legitimidade de Assad após ‘massacre’

Secretário de Defesa americano também critica falta de apoio à missão na Líbia

Por Da Redação 10 jun 2011, 10h02

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, questionou nesta sexta-feira a legitimidade do presidente sírio Bashar Assad, depois do “massacre de inocentes” no país. “A matança de vidas inocentes na Síria deveria ser um problema e tema de preocupação para todo o mundo”, afirmou, em uma coletiva em Bruxelas. “E acho que todo o mundo deve levantar a pergunta se Assad tem legitimidade para governar seu próprio país depois deste tipo de matança”, acrescentou.

Enquanto isso, o Exército sírio lançou nesta sexta-feira uma operação na região de Yisr al Shagur (no noroeste do país), onde mais de 100 pessoas morreram nos ��ltimos dias, anunciou a TV estatal síria. “Unidades do Exército começaram sua missão para controlar os povoados vizinhos de Yisr al Shagur e deter os grupos armados”, anunciou a emissora, afirmando que a operação foi realizada “a pedido dos habitantes”. Os grupos opositores, por sua vez, denunciaram que o Exército iniciou uma ofensiva contra a população de Ariyah, próxima da cidade de Idleb, e que foi ouvido um intenso tiroteio em Sermaniya, a oito quilômetros de Yisr al Shugur.

A nova ofensiva militar levou mais pessoas a buscarem abrigo e segurança na Turquia. Nesta sexta, já chegam a 2.700 os refugiados sírios. O motivo dos ataques é a emboscada de grupos armados que mataram na última segunda-feira 120 policiais na região, segundo as autoridades sírias. Porém, ativistas de direitos humanos falam em assassinato pelos próprios policiais.

Líbia – O secretário de Defesa americano também criticou nesta sexta-feira a falta de vontade política e de contribuição de recursos militares por parte de alguns países aliados à missão na Líbia. De acordo com ele, isso pode comprometer a operação.

“Ficou amplamente claro que as deficiências em cooperação e vontade política têm o potencial de comprometer a capacidade da Aliança de efetuar uma campanha integrada, eficaz e sustentada por ar e mar”, afirmou. “Menos da metade se uniu à missão e menos de um terço esteve disposto a participar dos bombardeios”, lamentou ele, que define como “inaceitável” o abismo entre aqueles que estão dispostos a compartilhar a carga da operação militar e a pagar o preço por isso e aqueles que mostram uma falta de vontade e de contribuição de recursos.

A Noruega e a Dinamarca teriam enviado 12% da frota de aviões que realizam bombardeios, mas os projéteis que lançaram só teriam atingido um terço dos alvos estabelecidos. Entretanto, o secretário admitiu que muitos dos países que se mantêm à margem da operação militar contra o regime de Muamar Kadafi não o fazem porque querem, mas por simplesmente não conseguirem colaborar mais.

(Com agência France-Presse)

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