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EUA querem enviar mais tropas ao Oriente Médio

Tensão com o Irã levou Washington a aumentar poderio militar na região; novos soldados seriam encarregados da segurança do contingente

Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de enviar mais tropas para o Oriente Médio, confirmou o secretário americano da Defesa, Patrick Shanahan, nesta quinta-feira, 23. Segundo Shanahan, os novos soldados seriam encarregados de garantir a segurança do contingente que já está na região.

“O que estamos considerando é se há coisas que podemos fazer para melhorar a segurança das nossas forças no Oriente Médio”, disse Shanahan à imprensa. “Isso pode incluir enviar mais tropas”, reconheceu

Desde quarta-feira 22, a imprensa americana repercutia informações sobre a possibilidade de o governo de Donald Trump enviar mais tropas para a região. Alguns veículos apontaram que o Pentágono destacaria 10.000 novos soldados, enquanto outros falaram em 5.000 oficiais.

O secretário, contudo, desmentiu os números. “Não são 10.000 e não são 5.000, isso não está exato”, disse. O chefe da Defesa não confirmou quantos americanos exatamente serão enviados nem para que locais.

No início de maio, o governo dos Estados Unidos anunciou o envio de um porta-aviões e de uma unidade de bombardeiros para o Oriente Médio. Em um comunicado oficial, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, deixou claro que a decisão é uma mensagem “clara e inequívoca” ao Irã.

Nos últimos meses, a tensão entre Washington e Teerã tem crescido. Recentemente, o Irã incluiu as tropas americanas em sua lista de associações terroristas, e os Estados Unidos encerraram as isenções que permitiam a importação do petróleo iraniano, proibindo a entrada do produto em mais cinco países.

O gatilho para o desentendimento entre os dois governos foi o rompimento do presidente americano, Donald Trump, com o acordo nuclear fechado com o Irã pelo seu antecessor, Barack Obama, em 2015. Outros quatro países o assinaram e continuam a respeitá-lo.

Donald Trump anunciou no ano passado suas intenções de retirar completamente as tropas americanas da Síria e do Iraque, apesar das críticas de outras nações, organizações internacionais e até de membros de seu próprio Congresso. O republicano argumentava que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) não era mais uma ameaça e, por isso, a força dos Estados Unidos nessas nações não seria mais necessária.

Em fevereiro, voltou atrás e afirmou que pretendia manter seus soldados no Iraque para poder “observar” o Irã, país que considera o “verdadeiro problema” no Oriente Médio.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm mais de 5.000 soldados no Iraque, divididos em dez bases militares.