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EUA publica manuscritos de Bin Laden confiscados em esconderijo

Por Da Redação 30 abr 2012, 17h40

Washington, 30 abr (EFE).- Os Estados Unidos publicarão nesta semana documentos manuscritos de Osama bin Laden confiscados após a operação secreta que acabou com a morte do líder terrorista no Paquistão há um ano, anunciou nesta segunda-feira John Brennan, responsável pela área de antiterrorismo da Casa Branca .

Os documentos, que incluem correspondência do líder da Al Qaeda com outros membros da organização e o próprio diário de Bin Laden, foram expropriados após a operação das forças especiais no complexo da cidade paquistanês de Abbottabad, onde estava escondido.

Brennan indicou nesta segunda, em uma conferência no centro Woodrow Wilson em Washington, que os documentos serão publicados pela primeira vez pela unidade militar antiterrorista de West Point e poderão ser consultados na internet. O funcionário da Casa Branca indicou ainda que os manuscritos mostram diversos aspectos da organização terroristas.

A perda dos comandantes mais experientes da Al Qaeda nas operações das Forças Armadas, os serviços de espionagem americanos como uma preocupação constante de Bin Laden e problemas na hierarquia da organização terrorista são apontados nos papeis. Brennan citou como exemplo a passagem de um dos documentos escritos por Bin Landen, onde o líder terrorista avisa que ‘o aumento de líderes sem experiência levará a repetir erros’.

Bin Laden mantinha estes manuscritos em seu complexo de Abbottabad, situado próximo a Islamabad, onde faleceu com membros de sua família na operação de uma equipe das forças especiais dos EUA na noite de 1º de maio de 2011. Segundo Brennan, após a intervenção dos Navy Seals que acabou com a vida de Bin Laden, os líderes da Al Qaeda estão sob intensa pressão nas regiões tribais do Paquistão.

‘Eles têm menos lugares para treinar e preparar as novas gerações de membros operacionais e tem dificuldades para atrair novos recrutas’, disse.

‘Al Qaeda está perdendo e Bin Laden já sabia’, informou o funcionário americano, que destacou o fato do líder terrorista se lamentava os desastres ocorridos e pedia aos comandantes da organização para abandonar seus postos e manter-se longe dos aviões espiões. EFE

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