Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

EUA prometem reforçar o fornecimento de combustível da Europa

Rússia ameaça cortar o carregamento de gás para Europa por causa da crise com Ucrânia e países membros da Otan

Por Duda Gomes 25 jan 2022, 18h05

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (25) que está trabalhando com fornecedores de gás e petróleo bruto para aumentar o fornecimento para a Europa nas próximas semanas. Acredita-se países do Oriente Médio, Norte da África e Ásia estão envolvidos nas negociações, mas ainda não foi confirmado.

A decisão foi uma tentativa de diminuir a ameaça da Rússia de cortar parte do carregamento de combustível no país, por causa dos conflitos da Ucrânia.

“Esperamos estar preparados para garantir suprimentos alternativos cobrindo uma maioria significativa do déficit potencial”, disse um alto funcionário do governo americano.

“Se a Rússia decidir armar seu fornecimento de gás natural ou petróleo bruto, não seria sem consequências para a economia russa. Lembre-se, esta é uma economia unidimensional, e isso significa que precisa de receitas de petróleo e gás pelo menos tanto quanto a Europa precisa de seu fornecimento de energia”, acrescentou.

Algumas autoridades europeias suspeitam que Vladimir Putin instigou a atual crise com o país vizinho, e consequentemente com a Otan, no inverno, porque a Rússia tem grande influência na venda de combustível para a Europa. Assim, caso ameaçasse desativar as vendas conseguiria os resultados desejados.

A Rússia fornece cerca de um terço do gás e petróleo bruto importados pela União Europeia. No ano passado, forneceu cerca de 128 bilhões de metros cúbicos de gás para a Europa. Mais de 30% deste combustível passa por por um gasoduto que atravessa a Ucrânia.

Moscou reduziu esse fluxo nos últimos meses, e seu esforço para abrir o oleoduto Nord Stream 2, conectando a Sibéria à Alemanha, encaminharia combustível pela Ucrânia e aumentaria a dependência europeia do suprimento russo.

Até o momento, os líderes europeus têm sido cautelosos com a imposição de sanções à Rússia, sobretudo a Alemanha, que aumentou sua dependência das importações de gás natural russo para gerar eletricidade.

O presidente Biden se reuniu com vários líderes europeus por 80 minutos na segunda-feira, tentando manter a aliança unida, uma vez que alerta Putin sobre “consequências maciças” se ele invadir.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês