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EUA proíbem voos privados para Cuba e intensificam pressão econômica

Suspensão deve entrar em vigor a partir do início de outubro; Apenas voos públicos para fins específicos e com destino a Havana continuarão circulando

Por Da Redação 13 ago 2020, 19h55

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 13, uma proibição de voos fretados privados para Cuba, em mais uma medida para aumentar a pressão econômica americana sobre a ilha.

“Hoje pedi ao Departamento de Transporte para suspender os voos fretados privados entre os Estados Unidos e Cuba”, publicou o secretário de Estado americano,  Mike Pompeo, em seu perfil oficial no Twitter.

A medida, segundo o secretário, tem como intenção restringir a capacidade do governo cubano de auxiliar financeiramente o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

“O regime de Castro usa fundos de turismo e viagens para financiar seus abusos e interferências na Venezuela. Os ditadores não podem se beneficiar das viagens aos Estados Unidos”, acrescentou Pompeo.

O pedido suspende todos os voos fretados privados entre os Estados Unidos. Assim, só poderão realizar viagens entre os EUA e Cuba os voos fretados públicos para fins específicos, dentre eles auxílio médico de emergência e operação de busca e resgate.

A suspensão deve entrar em vigor a partir de 13 de outubro. Está é a segunda vez em menos de três meses que o governo americano restringe viagens aéreas à ilha. Em maio, o Departamento de Transporte impôs um limite de 3.600 voos fretados públicos para Cuba por ano.

  • Em outra série de medidas restritivas, entre dezembro e janeiro, o governo americano proibiu todos os voos comerciais e fretados, tanto privados quanto públicos, de pousar em qualquer cidade cubana que não a capital, Havana.

    (Com Reuters)

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