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EUA pedem transição estável e pacífica na Coreia no Norte

Secretária Hillary Clinton também pediu relação melhor com norte-coreanos

Após o anúncio da morte do ditador norte-coreano, Kim Jong-Il, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira uma “transição estável e pacífica” na Coreia do Norte. Hillary também afirmou que os Estados Unidos desejam ter melhores relações com o povo norte-coreano, em um momento em que a comunidade internacional pergunta o que acontecerá na Coreia do Norte sob o comando de Kim Jong-un, filho mais novo de Kim Jong-Il, nomeado seu sucessor.

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Em visita a Tóquio, onde se encontrou com o ministro japonês das Relações Exteriores, Koichiro Gemba, a secretária americana declarou que os EUA “coordenarão, com Japão e Coreia do Sul, o tema Coreia do Norte”. Segundo ela, o governo americano “está preocupado com o bem-estar da população norte-coreana”.

A Casa Branca reagiu ao desaparecimento de Kim Jong-Il pedindo ao novo governo da Coreia do Norte que cumpra com seus compromissos na área nuclear. Desde que se retirou do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, em 2003, o país asiático tem risistido a retomar conversas que envolvam o tema. Os norte-coreanos já realizaram testes com armas atômicas em 2006 e 2009, alegadamente, com sucesso. “Esperamos que a nova liderança norte-coreana dê os passos necessários para apoiar a paz, a prosperidade e um futuro melhor para o povo norte-coreano, inclusive agir em seus compromissos para o desarmamento nuclear”, disse o porta-voz do presidente Barack Obama, Jay Carney

Prudência – Mais cedo, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, havia pedido uma abordagem “prudente” da questão norte-coreana, após a morte do antigo ditador. Durante uma conversa telefônica, Panetta e seu colega sul-coreano, Kim Kwan-Jin, “concordaram que é crítico se manter prudente em relação a tudo o que está relacionado com a nossa postura de segurança ali (Coreia do Norte)”. Além disso, Panetta pediu que a Coreia do Sul e os Estados Unidos mantenham-se informados mutuamente nos próximos dias, afirmou o secretário de Imprensa dos EUA, George Little.

“O secretário transmitiu ao ministro (sul-coreano) o sólido compromisso dos Estados Unidos com a estabilidade da península e com a nossa aliança”, declarou Little. Little informou que Panetta “deixou claro que os Estados Unidos estão ao lado da Coreia (do Sul) neste momento de incerteza” e sugeriu que os dois secretários de Defesa reconheceram que a morte do líder norte-coreano era um momento de mudança, marcado pela incerteza.

“O secretário (Panetta) e o ministro (Kim Kwan-Jin) entendem que este é um momento delicado e que precisam observar com atenção o desenvolvimento dos fatos na Coreia do Norte e na Península”, acrescentou o secretário de Imprensa americano.

(Com agências EFE e France-Presse)