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EUA pedem sanções contra Coreia do Norte após míssil

O míssil, lançado da estação de Kusong, percorreu cerca de 700 quilômetros antes de cair no mar do Japão. Autoridades reprovaram a tentativa coreana

Por Da redação - Atualizado em 14 maio 2017, 10h28 - Publicado em 14 maio 2017, 10h25

Os Estados Unidos pediram neste domingo sanções mais fortes contra a Coreia do Norte após o lançamento de um novo míssil, o primeiro teste balístico do regime comunista desde a posse de um novo presidente na Coreia do Sul.

O míssil, lançado da estação de Kusong, no noroeste do país, foi disparado às 05h30 locais (17h30 de Brasília de sábado) e percorreu cerca de 700 quilômetros antes de cair no mar do Japão, indicou o Estado-Maior Conjunto de Seul.

“Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte”, disse a Casa Branca em um comunicado.

O míssil caiu “tão perto do solo russo (…) que o presidente não pode imaginar que a Rússia esteja feliz”, acrescentou a Casa Branca.

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No entanto, o ministério da Defesa russo afirmou mais tarde que o míssil havia caído a 500 km de sua fronteira e que “não representa nenhum perigo” para o país, segundo um comunicado divulgado pelas agências de notícias russas.

Pouco antes, o Kremlin afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, expressaram sua preocupação “pela escalada de tensões” durante uma reunião em Pequim.

A China reagiu pedindo moderação e lembrou que “se opõe à violação por parte da Coreia do Norte das resoluções do Conselho de Segurança”, indicou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

Após o lançamento, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, investido no cargo esta semana, convocou uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança.

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“O presidente (…) expressou seu profundo pesar depois da provocação insensata do Norte, lançada apenas dias depois do início de um novo governo no Sul”, disse um porta-voz presidencial.

O Comando do Pacífico do exército dos Estados Unidos confirmou o lançamento.

“O Comando do Pacífico dos Estados Unidos detectou e rastreou um lançamento de míssil da Coreia do Norte”, aproximadamente às 20h30 (17h30 de Brasília) de sábado, disse o organismo em um comunicado, e explicou que o tipo de míssil ainda está sendo avaliado.

Trata-se do segundo lançamento de um míssil em cerca de duas semanas e do primeiro desde que Moon Jae-In chegou ao poder.

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Em fevereiro, Pyongyang lançou um míssil da mesma posição que conseguiu percorrer cerca de 500 quilômetros.

Japão

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento deste domingo como “totalmente inaceitável” e de “grave ameaça” para Tóquio.

O míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no mar do Japão, situado entre os dois países, informou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

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Outro míssil de testes lançado em março também caiu em uma zona muito próxima ao Japão, provocando alerta em Tóquio.

Desde o ano passado, a Coreia do Norte realizou dois testes nucleares e dezenas de testes de mísseis balísticos, em sua tentativa de desenvolver armamento que possa alcançar o território dos Estados Unidos.

Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, embora recentemente Donald Trump tenha suavizado seu discurso e dito que ficaria honrado em se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Em seu discurso de posse, Moon, que diferentemente de seus antecessores é favorável ao diálogo com o Norte, disse estar disposto a visitar Pyongyang se existirem as circunstâncias adequadas.

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Mas neste domingo o novo presidente advertiu que o diálogo só será possível se “o Norte mudar de atitude”.

(Com AFP)

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