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EUA pedem libertação de jornalista francês em poder das Farc

Lucía Leal.

Washington, 8 mai (EFE).- A secretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, pediu que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem de forma ‘incondicional’ o jornalista francês Romeo Langlois.

Em entrevista à Agência Efe, Jacobson reagiu ao último anúncio das Farc, que na segunda-feira condicionaram a libertação de Langlois à abertura de um debate sobre ‘a liberdade de informar’ em torno do conflito armado na Colômbia.

‘Não vi se o presidente (colombiano, Juan Manuel) Santos respondeu ao anúncio das Farc, mas o que a guerrilha deve fazer é libertar o jornalista incondicional’, destacou Jacobson, que falou com a Efe durante a Conferência das Américas realizada nesta terça-feira em Washington.

A alta funcionária, que evitou entrar em detalhes no tema por considerá-lo ‘assunto interno’ da Colômbia, também rejeitou os ataques feitos na semana passada contra os EUA pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que anunciou que seu país se retiraria da CIDH – vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA).

‘Estamos tristes porque o presidente Chávez acredita que uma instituição tão forte nas Américas, apoiada por todos os governos da região, seja uma ferramenta dos EUA, pois não é assim’, ressaltou a responsável de Washington para a América Latina.

Jacobson disse confiar que outros países não sigam o exemplo da Venezuela e permaneçam na Comissão. Ela considerou ainda que o pedido do Equador para que a sede da CIDH se transfira de Washington a outro país ‘não dá o respeito que a instituição merece’.

‘A CIDH tem sede nos EUA tal como a OEA, e para mim não há nenhuma razão para movimentá-la. Não acho que o simples fato de sua sede estar aqui signifique que a Comissão seja excessivamente influenciada pelos EUA’, declarou Jacobson.

O Equador argumentou que os Estados Unidos não deveriam ser a sede do organismo porque não ratificou a Convenção Interamericana de Direitos Humanos, que rege a CIDH, mas a funcionária respondeu que ‘isso não deve realmente influir no lugar da sede’.

Perguntada durante a conferência se os EUA estariam dispostos a dialogar com outros países sobre a possível participação de Cuba na próxima cúpula, que será realizada no Panamá em 2015, Jacobson lembrou que ‘resta muito tempo’ até então, mas não acredita que ‘vá mudar’ a oposição ‘por princípios’ de Washington à presença de Cuba.

‘Temos um diálogo constante com todos os membros da OEA, mas isso não significa que vamos discutir qualquer coisa’, acrescentou. EFE