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EUA pedem a Paquistão para ‘redobrar’ esforços contra terrorismo

Americano cobra postura mais ativa de Islamabad no combate a "refúgios terroristas"

Em sua primeira viagem oficial ao Paquistão como secretário de Defesa americano, Jim Mattis, pressionou nesta segunda-feira as autoridades paquistanesas a “redobrarem” os esforços no combate ao terrorismo. Em encontro com oficiais, o chefe do Pentágono ressaltou o “papel vital” do Paquistão para “viabilizar o processo de paz no Afeganistão”.

“O secretário reiterou que o Paquistão deve redobrar os esforços para confrontar combatentes e terroristas que operam dentro do país”, declarou a porta-voz do Pentágono, Dana White, sobre o encontro de Mattis com o primeiro-ministro paquistanês Shahid Khaqan Abbasi e outros oficiais do alto escalão militar e de inteligência do país.

A mensagem de Mattis foi percebida como um recado às autoridades paquistanesas. Segundo os críticos, Islamabad não faz o suficiente para eliminar “refúgios” de terroristas em suas fronteiras montanhosas com o Afeganistão, alvo de ataques de militantes abrigados em solo paquistanês. Em agosto, os Estados Unidos condicionaram uma ajuda militar de 255 milhões de dólares a uma escalada contra os “portos seguros” que abrigam terroristas.

Em conversa com repórteres antes de desembarcar em Islamabad, Mattis disse que esperava ver a retórica antiterror do Paquistão refletida em atos concretos. “Escutamos das lideranças paquistanesas que eles não apoiam o terrorismo, portanto esperamos ver esse tipo de medida contemplada em suas ações”, disse o oficial americano, que também passou pelo Egito, Jordânia e Kuwait durante a viagem.

Na semana passada, John Nicholson, general responsável pelas forças americanas no Afeganistão, criticou a inação de Islamabad diante da questão.

Um comunicado emitido pelo gabinete de Abbasi aponta que o Paquistão “continuará a conduzir operações baseadas em informações de inteligência por todo o país”. O presidente ressaltou também que não há refúgios no território paquistanês, e que o país mantém o compromisso de “erradicar o terrorismo de uma vez por todas”.

Apesar das promessas, boa parte do Paquistão – especialmente no oeste do país, na província do Baloquistão e na região do Waziristão – continua dominada por islamistas de diversas facções. O governo federal, em larga medida, ignora as atividades desses grupos.

 

(Com agências)