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EUA oferecem suspensão de sanções a generais que abandonem Maduro

Casa Branca acusa Maduro e seus colaboradores de esbanjarem dinheiro na Europa e transferirem riquezas para o exterior

Por Da Redação - Atualizado em 6 fev 2019, 20h56 - Publicado em 6 fev 2019, 20h51

Os Estados Unidos acenaram com a suspensão de sanções aos militares venezuelanos que romperem com o regime de Nicolás Maduro, da Venezuela. Caso contrário, o governo americano acirrará as medidas contra eles, anunciou o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, nesta quarta-feira, 6.

“Os EUA considerarão suspender as sanções de qualquer oficial militar venezuelano de alta patente que defenda a democracia e reconheça o presidente (interino) Juan Guaidó“, disse Bolton no Twitter. “Se não, o círculo financeiro internacional fechará sobre eles completamente. Tomem a decisão correta.”

Os Estados Unidos aplicaram sanções contra vários militares da Venezuela, entre eles o tenente-general do Exército Gerardo José Izquierdo Torres e o general de divisão da Guarda Nacional Bolivariana Fabio Enrique Zavarse Pabón. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, também está na lista de punidos pelo Departamento de Tesouro.

O governo dos Estados Unidos está há mais de uma semana pedindo aos militares venezuelanos para romperem com Maduro e apoiarem Guaidó. O movimento é considerado pela Casa Branca como crucial para a queda do ditador e o início da transição democrática na Venezuela.

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Na semana passada, Bolton falou que os militares venezuelanos de patentes mais baixas estão cientes das “desesperadas condições econômicas” da população do país e estão “buscando formas de apoiar o governo da Assembleia Nacional”, que é liderado por Guaidó.

O presidente americano, Donald Trump, alertou que “todas as opções estão sobre a mesa”, deixando claro que uma eventual invasão militar americana está entre as alternativas para forçar Maduro a entregar o poder para Guaidó.

Esbanjamento

Considerado tão boquirroto quanto seu chefe, Bolton acusou os principais colaboradores de Maduro de viverem uma vida de “esbanjamento” na Europa e de desviar as riquezas do país para Cuba, enquanto bloqueiam a ajuda humanitária para o povo venezuelano.

“Maduro e seus seguidores vivem uma vida de esbanjamento na Europa e enriquecem seus patrões em Cuba enquanto saqueiam a riqueza da Venezuela”, escreveu Bolton em sua conta oficial no Twitter. “Enquanto isso, estão bloqueando fisicamente a assistência humanitária para o povo venezuelano, inclusive os militares”.

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Nem Bolton nem seu escritório deram mais detalhes sobre a que funcionários venezuelanos se referiam, nem especificaram os países europeus onde podem estar vivendo. Mas, em setembro, o ditador venezuelano foi criticado dentro e fora do país por ter ido a um restaurante caro de Istambul.

Bolton citou em sua mensagem um tuíte anterior do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que exigira de Maduro a permissão para o ingresso de caminhões com ajuda humanitária. Na terça-feira 5, o Exército venezuelano bloqueou uma via de entrada pela Colômbia.

Os EUA começaram a enviar pacotes de assistência à Venezuela, embora ainda não tenham informado quais serão os detalhes logísticos para sua entrada no país.

(Com EFE)

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