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EUA oferecem recompensa milionária por informações sobre chefes do EI

Quatro nomes estão na mira das autoridades americanas, incluindo o porta-voz do grupo extremista e o responsável por recrutar novos terroristas para as ações bárbaras do EI

Por Da Redação - 5 maio 2015, 20h00

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira que vão pagar 20 milhões de dólares por informações confiáveis que levem à captura de quatro chefes do Estado Islâmico. O montante de 7 milhões de dólares será destinado a quem fornecer dados que levem a Abd al-Rahman Mustafa al-Qaduli, um dos chefes dos extremistas. Em maio passado, ele já tinha virado alvo de sanções do Departamento do Tesouro americano. Qaduli nasceu em Mosul, no Iraque, em 1957 ou 1959, e teria sido o braço direito do chefe da facção iraquiana da Al-Qaeda, Abu Musab al-Zarqawi, morto em 2006. Acredita-se que Qaduli tenha viajado para a Síria em 2012 para se unir ao EI, depois de passar anos preso no Iraque.

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Também foi autorizado o pagamento de até 5 milhões de dólares por informações sobre o sírio Abu Mohammed al-Adnani, espécie de porta-voz dos terroristas, e sobre o geórgio Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili, chefe militar do grupo. Adnani tem 38 anos e seu nome de nascimento é Taha Sobhi Falaha. Batirashvili nasceu entre 1982 e 1986 e é mais conhecido como Omar. Segundo as autoridades, ele tem sua base em Raqqa, na Síria, e supervisiona uma prisão terrorista em al-Taqba, onde reféns são mantidos.

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Outros 3 milhões serão destinados a quem der às autoridades americanas detalhes sobre o tunisiano Tariq Bin-al-Tahar Bin al Falih al-‘Awni al-Harzi, de 33 anos, responsável por arrecadar fundos em países do Golfo Pérsico e recrutar terroristas para o Estado Islâmico. O Departamento de Estado informou que ele organiza a viagem de terroristas para a região comandada pelo EI desde 2013. Atua com frequência na fronteira entre a Síria e a Turquia, fornecendo armas e treinamento aos novos integrantes do grupo extremista. O terrorista facilita a ida de europeus para a Turquia e, na sequência, para a Síria, a rota mais comum dos que são recrutados pelos selvagens do levante.

Ataque no Texas – Investigadores americanos estão analisando o envolvimento do EI em um ataque ocorrido no último domingo em Garland, periferia de Dallas, no Texas. Os terroristas reivindicaram a ação, dizendo que ‘soldados do califado’ abriram fogo contra um centro cultural onde havia uma exposição de charges de Maomé. Os dois atiradores foram mortos por agentes que faziam a segurança do local. Um policial ficou levemente ferido no tiroteio.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, ressaltou que muitos alegam estar ligados ao grupo, quando na verdade não há uma associação direta. “Neste momento, o FBI e outras agências de inteligência estão trabalhando para verificar se há alguma ligação entre esses dois indivíduos e o Estado Islâmico ou outras organizações terroristas. Ainda é cedo demais para dizer”.

Membros do governo americano disseram à agência Reuters, em condição de anonimato, que não se sabe se o EI foi oportunista ao reivindicar a autoria do ataque. Uma fonte afirmou que os investigadores consideram provável que o papel do grupo no atentado tenha sido muito mais de “inspiração” do que operacional.

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(Da redação)

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