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EUA nomeiam primeira mulher trans para cargo de almirante quatro estrelas

Rachel Levine, de 63 anos, agora é almirante de divisão do Departamento de Saúde dos EUA

Por Duda Gomes 20 out 2021, 16h50

A médica Rachel Levine, de 63 anos, foi empossada como almirante do Corpo Comissionado do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, uma divisão do Departamento de Saúde, na última terça-feira, 19. A secretária-assistente de Saúde dos Estados Unidos é a primeira oficial transgênero quatro estrelas da história do país.

“Que este compromisso hoje seja o primeiro de muitos mais por vir, à medida que criamos um futuro diversificado e mais inclusivo”, disse Levine durante discurso. 

Ela foi nomeada pelo presidente americano, Joe Biden, e a decisão foi confirmada por uma votação no senado, em março, por 52 votos a 48. O Corpo Comissionado do Serviço de Saúde Pública tem a tarefa de responder a crises de saúde e desastres naturais. 

“É um passo gigante em direção à igualdade como nação”, afirmou o secretário de Saúde dos EUA, Xavier Becerra.

Formada em Harvard e pela Tulane University School of Medicine, Rachel também afirmou em discurso que era um momento histórico, e lembrou de todos os LGBTQIA+ que vieram antes dela. 

A almirante já atuou como pediatra, professora da Universidade da Pensilvânia e secretária de Saúde do estado da Pensilvânia. Neste período, enfrentou a difícil tarefa de administrar a pandemia do coronavírus em lares de idosos no estado. Recebeu muitas críticas por ter criado uma política estadual que exigia que pacientes com Covid fossem aceitos nos lares. 

Em janeiro, Biden reverteu a proibição de seu antecessor, Donald Trump, de pessoas transgênero servirem nas Forças Armadas. A questão também marcou o governo do ex-presidente democrata Barack Obama, do qual Biden foi vice-presidente por oito anos. No final de seu mandato, o então mandatário ordenou que os militares começassem a receber recrutas transgênero em 1º de julho de 2017.

Seu sucessor republicano primeiro adiou o prazo para 1º de janeiro de 2018, depois decidiu cancelar a medida por completo. De acordo com Trump, a política da era Obama foi disruptiva, cara e corroeu a prontidão militar e a camaradagem entre as tropas.

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