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EUA investigam casos de “síndrome de Havana” em seus diplomatas

Mais de 20 casos da síndrome desconhecida foram relatados; americanos acreditam que ela pode ser causada por radiação de microondas direcionada

Por Matheus Deccache 20 jul 2021, 13h37

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 20, que estão conduzindo uma investigação sobre casos relatados da “síndrome de Havana” entre diplomatas americanos e oficiais de inteligência em Viena, capital da Áustria. Os sintomas foram sentidos por mais de 20 funcionários desde que o presidente Joe Biden assumiu o poder em janeiro.

Relatada pela primeira vez por diplomatas americanos em Cuba no ano de 2016, a síndrome causa sintomas como tontura, dores de cabeça e diminuição da audição.

A síndrome não tem explicação, mas cientistas americanos acreditam que ela pode ser causada por radiação de microondas direcionada. Fontes anônimas do governo americano acreditam que o Departamento Central de Inteligência russo pode estar por trás dos casos. 

Na época dos primeiros relatos, em 2016, os Estados Unidos chegaram a acusar Cuba de realizar “ataques sônicos”, teoria negada veementemente pelo governo cubano. Um estudo realizado em 2019 encontrou “anormalidades cerebrais” nos diplomatas que adoeceram, mas os cubanos rejeitam o relatório. 

O documento não aponta diretamente culpados pelo incidente, porém dá indicativos de que possa ter sido intencional, uma vez que se trata de uma exposição pulsada, e não contínua. Apesar disso, a conclusão é de que “nenhuma hipótese foi provada, e as circunstâncias permanecem não esclarecidas”.

Os casos de Viena foram revelados pela primeira vez em uma reportagem publicada pela revista New Yorker na última sexta-feira, 16. A capital austríaca é um centro de negócios internacionais na Europa, com diplomatas estrangeiros trabalhando na ONU e outras organizações internacionais.

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