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EUA iniciam bombardeios contra posições do EI na Síria

Autorizados por Barack Obama há duas semanas, ataques aéreos – antes restritos ao Iraque – ampliam a campanha militar americana contra jihadistas

Por Da Redação - 23 set 2014, 00h35

Os Estados Unidos e países aliados deram início nesta segunda-feira aos ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico (EI) na Síria, informou o Pentágono. “Posso confirmar que forças dos EUA e das nações aliadas realizaram ações contra os terroristas” com bombardeios aéreos, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby. A ação inclui ataques com caças e mísseis Tomahawk lançados de navios de guerra. De acordo com uma fonte militar ouvida pela rede americana CNN, os bombardeios atingiram principalmente a cidade de Raqqa, no leste da Síria, um dos principais redutos do EI no país. Ainda segundo a CNN, quatro países árabes da coalizão antiterrorista também participam dos bombardeios: Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

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O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), entidade que monitora o conflito sírio, os ataques americanos atingiram cerca de 50 alvos nas cidades de Raqqa e Al Bukamal, entre centros de treinamento e bases militares do Estado Islâmico. Os bombardeios teriam destruído diversos edifícios e causado mortes, inclusive de extremistas, apesar do EI ter esvaziado as suas bases na iminência da ofensiva americana.

Autorizados pelo presidente americano Barack Obama em discurso no dia 10 de setembro, os ataques aéreos contra o EI na Síria representam uma escalada na campanha militar dos EUA contra os jihadistas, que atuam nos territórios da Síria e do Iraque. Antes, as forças americanas se limitavam a realizar bombardeios seletivos contra alvos do EI em solo iraquiano. Antes do surgimento do EI, Obama relutava em se envolver diretamente na guerra síria, mesmo após a comprovação do uso de armas químicas no conflito. Mas a brutalidade do grupo jihadista, que filmou a decapitação de três reféns ocidentais nas últimas semanas, obrigou o presidente americano a agir.

O Pentágono não confirmou se o governo sírio foi avisado sobre os bombardeios no país – mas Obama já havia adiantado que não pediria permissão ao ditador Bashar Assad para ataques contra o EI na Síria.

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Avanço jihadista – Os bombardeios acontecem no momento em que o avanço dos extremistas do Estado Islâmico sobre a região curda da Síria provocou a fuga em massa de 130 mil pessoas para a Turquia. Segundo relatos, aqueles que não conseguiram deixar as vilas que caíram nas mãos do EI foram decapitados pelos terroristas. A principal cidade da região, Koban, ainda não foi dominada pelo EI, mas se encontra cercada pelo grupo desde domingo. Os jihadistas têm o controle de outras sessenta localidades da região.

A situação dramática fez o líder da opositora Coalizão Nacional Síria (CNS), Hadi al-Bahra, pedir à comunidade internacional o início imediato dos bombardeios contra os terroristas. “Devemos lançar imediatamente ataques aéreos na Síria. Enquanto estamos falando, milhares de civis no norte da Síria são prisioneiros de um assédio brutal realizado pelo EI”, afirmou o chefe do principal grupo de oposição no exílio.

Com 35.000 homens recrutados em vários países, muitos deles ocidentais, o Estado Islâmico conquistou diversas regiões na Síria e no Iraque, onde proclamou um califado. A queda de Koban, terceira localidade curda mais importante da Síria, permitiria ao EI controlar totalmente uma ampla região da fronteira entre Síria e Turquia.

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(Com agências France-Presse e EFE)

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