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EUA indiciam 13 cidadãos russos por interferência em eleição

Em conluio com entidades russas, os 13 são acusados de se passarem por americanos e de influenciarem processos políticos desde 2014

Um tribunal federal dos Estados Unidos indiciou 13 cidadãos russos e três entidades russas acusados de interferir nas eleições e processos políticos americanos, informou o gabinete do procurador especial Robert Mueller nesta sexta-feira.

Em um documento de 37 páginas elaborado pelo tribunal, o governo dos Estados Unidos afirma que entidades russas começaram a interferir nos processos políticos do país, incluindo a eleição presidencial de 2016, em 2014.

Alguns dos acusados passaram-se por cidadãos americanos, por vezes roubando identidades já existentes, para se comunicar com membros da campanha de Donald Trump e influenciar o processo político americano.

Ainda segundo o tribunal, os indivíduos e entidades usavam as redes sociais de forma ilegal para propagar notícias falsas e causar discórdia política no país. Em alguns casos, as ferramentas foram usadas para apoiar a candidatura presidencial de Donald Trump e depreciar sua oponente, a democrata Hillary Clinton.

Além das acusações de interferência, três dos acusados foram indiciados por conspiração para cometer fraudes bancárias e cinco por roubo de identidade.

O vice-procurador-geral Rod Rosenstein deve anunciar ainda nesta sexta-feira mais detalhes sobre os acusados e os crimes cometidos, segundo a emissora CNN.

O indiciamento é a primeira acusação formal de interferência nas eleições de 2016 feita pelo procurador Robert Mueller. Mueller foi escolhido pelo Departamento de Justiça americano em maio de 2017 para conduzir a investigação sobre o caso e sobre indícios de conluio entre a equipe de campanha de Trump e oficiais russos.

(Com Reuters)