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EUA impõem novas sanções ao Irã após tentativa de ataque

Hillary Clinton pediu que seja enviada 'uma mensagem bastante dura' a Teerã

Por Da Redação 12 out 2011, 08h13

Os Estados Unidos impuseram sanções contra membros da Guarda Revolucionária do Irã e avisaram que vão pressionar para que a comunidade internacional também imponha novas sanções ao país, após a revelação de um plano iraniano para assassinar o embaixador saudita em Washington. A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, pediu que seja enviada “uma mensagem bastante dura” a Teerã.

Entenda o caso

  1. • Os Estados Unidos acusam o Irã de armar um complô para matar o embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir, em um ataque terrorista.
  2. • Um agente secreto da DEA (agência antidrogas) no México se fez passar por um narcotraficante para participar do atentado, que culminaria na explosão de uma bomba na capital americana.
  3. • Mansor Arbabsiar, um iraniano de 56 anos naturalizado americano, foi preso no dia 29 de setembro ao voltar do México após realizar várias reuniões com esse falso narcotraficante – e teria admitido o plano.
  4. • Outro iraniano suspeito, Gholam Shakuri, membro do grupo de elite militar Al-Qods, que faz parte da Guarda Revolucionária e teria planejado tudo, está foragido.


Autoridades americanas anunciaram na terça-feira a desarticulação de uma trama vinculada ao Irã para cometer “um grande ato terrorista nos Estados Unidos”. Dois homens, suspeitos de envolvimento com “entidades do governo iraniano”, foram acusados de conspiração por planejarem os atentados, disse o secretário de Justiça americano, Eric Holder.

O FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas americana) descobriram o complô quando um dos suspeitos entrou em contato com um agente secreto informante da DEA – que se passava por membro do cartel de drogas mexicano Los Zetas – para pedir assistência para assassinar o embaixador saudita, Adel al-Jubeir.

Os dois suspeitos foram identificados como Manssor Arbabsiar e Gholam Shakuri. Segundo o secretário de Justiça americano, eles teriam recebido 1,5 milhão de dólares do governo iraniano para cometer os atentados. Fontes da missão do Irã na ONU rejeitaram “categoricamente” o envolvimento de Teerã na trama terrorista.

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Já o príncipe Turki al-Faisal, ex-chefe do serviço de inteligência da Arábia Saudita, afirmou que as evidências apontando que o Irã estava por trás de um complô para matar o embaixador saudita nos Estados Unidos são grandes. “O peso das provas é esmagador e claramente mostra a responsabilidade oficial iraniana sobre o caso. Alguém no Irã terá que pagar o preço”, disse al-Faisal.

Na noite de terça-feira, o Departamento de Estado americano divulgou um alerta de viagem mundial para cidadãos americanos sobre ameaças que poderiam enfrentariam ao embarcar em voos domésticos ou internacionais.

Protestos – A acusação sobre um plano para matar o embaixador da Arábia Saudita em Washington é uma “conspiração maligna” de parte dos Estados Unidos, afirma o Irã em um protesto realizado na noite desta terça-feira na Organização das Nações Unidas.

Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao Conselho de Segurança, o embaixador de Teerã Mohammad Khazaee “condena categoricamente e nos termos mais enérgicos esta vergonhosa acusação dos Estados Unidos, e deplora uma bem pensada conspiração maligna alinhada à política americana anti-iraniana”.

“O Irã sempre condenou o terrorismo, sob todas as formas e manifestações”, e é uma vítima. “Um claro exemplo disto é o recente assassinato de vários cientistas nucleares (iranianos) por parte do regime sionista, apoiado pelos Estados Unidos”.

(Com agência France-Presse)

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