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EUA foram palco de nove ataques a tiros em 2018, com 44 mortes

Outras 73 pessoas ficaram feridas em incidentes com armas de fogo desde janeiro; último episódio foi neste domingo, em torneio de videogame na Flórida

Desde o início de 2018, houve nos Estados Unidos nove ataques de pessoas armadas, que causaram a morte de 44 pessoas e ferimentos em pelo menos outras 73. Considerados como iniciativas de “lobos solitários”, com acesso fácil a pistolas automáticas e até armas de grosso calibre, esses ataques têm sido frequentes na história recente americana.

A estatística inclui os dados trágicos do ataque em um restaurante de Jacksonville, norte da Flórida, neste domingo, 26, quando gamers disputavam um torneio de videogame do jogo Madden 19 (game de futebol americano da produtora EA Sports). O ataque causou quatro mortes e feriu, pelo menos 11 pessoas, segundo a polícia e mídia local.

Antes do ataque deste domingo, o último havia ocorrido em um supermercado na Filadélfia, no dia 14 de agosto, causado por uma briga entre pessoas na fila do caixa. O tiroteio não causou mortes, mas deixou oito feridos.

No dia 3 de julho, um tiroteio em uma escola da cidade de Overland Park, no estado do Kansas, deixou duas pessoas em estado grave. As vítimas trabalhavam na escola. Nenhum aluno ficou ferido durante o incidente.

Um ataque em Annapolis, capital do estado de Maryland, direcionado à sede do jornal Capital-Gazzete, causou cinco mortes. Um homem invadiu o local e disparou contra as pessoas, também deixando um explosivo no prédio, desativado pela polícia local.

Dois atiradores abriram fogo durante o All-Night Art Festival, em Trenton, no Estado de Nova Jersey. Um dos atiradores foi morto pela polícia. Mas 22 pessoas foram feridas pelos tiros e em consequência do pânico gerado pelos disparos.

Em 18 maio, o estudante Dimitrious Pagourtzis, de 17 anos, valeu-se das armas de seu pai para ingressar na Santa Fé High School, onde estudava, e matar oito colegas e dois professores. A escola está localizada na pequena cidade de Santa Fé, na zona metropolitana de Houston, no Estado do Texas. 

Em abril, um homem entrou atirando com um rifle na lanchonete Waffle House, em Antioch, no Estado do Tennessee. Quatro pessoas foram mortas e outras quatro ficaram feridas.

O massacre na Stoneman Douglas High School, em Parkland, no sul da Flórida, foi considerado o mais mortal em escolas dos Estados Unidos desta década. Nikolas Jacob Cruz, usando um rifle AK-45, confessou o crime cometido em fevereiro e foi acusado por 17 assassinatos premeditados. Ele feriu outras 15 pessoas.

Em janeiro, aparentemente por ciúmes, Tim Smith entrou no lava-jato Ed´s Car Wash, em Melcroft, no Estado da Pensilvânia, e matou quatro pessoas, entre elas, a mulher por quem estava apaixonado. Ele foi morto em tiroteio com a polícia.

O perfil dos atiradores americanos aponta para homens caucaseanos. São raros os casos de negros, latinos ou asiáticos envolvidos neste tipo de crime. Entre eles está um dos mais graves da história do país: o ataque do estudante sul-coreano Cho Seung-Hui no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, em Blacksburg, em 2007. Cho matou 32 pessoas, feriu 21 e foi morto pela polícia.

Comentários

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  1. Grande coisa… isso é só o que morre num final de semana em São Paulo!

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