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EUA expressa preocupação à Rússia por barco a caminho da Síria

Por Massoud Hossaini - 13 jan 2012, 17h05

Os Estados Unidos expressaram, nesta sexta-feira, à Rússia e ao Chipre, sua preocupação com a “carga perigosa” transportada por um barco com destino à Síria, enquanto alguns analistas suspeitam que leve munições.

“No que diz respeito ao barco, expressamos nossas preocupações à Rússia e ao Chipre, onde o barco chegou ao porto pela última vez”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

“E continuamos procurando esclarecimentos sobre o que aconteceu ali”, acrescentou Nuland.

A porta-voz lembrou que o governo americano havia, há tempos, pedido para “que todos os países que mantém comércio e abastecimento de armas à Síria o suspendessem”.

Durante quase um ano, a Síria vive uma revolta contra o regime do presidente Bashar al Assad e os líderes ocidentais solicitaram que ele deixasse o poder à medida que o número de mortos passava dos milhares. Mas Moscou tem demonstrado firmeza em seu apoio ao aliado de Damasco.

O chanceler cipriota afirmou nesta quarta-feira que foi permitido o reabastecimento do barco, que saiu do porto de Limassol, depois que seu dono concordou com a mudança de rota.

Na sexta-feira, o operador do navio, Westberg Ltd, com sede em São Petersburgo, disse que o barco decidiu manter sua rota, depois de deixar o porto cipriota.

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“Foi classificado como de carregamento perigoso, mas isso pode significar qualquer coisa. Não somos responsáveis por saber o que há dentro das caixas na embalagem”, disse uma fonte da empresa à AFP.

Um analista militar russo independente informou que a embarcação poderia atracar no porto sírio de Tartus, enquanto a imprensa noticiou que poderia transportar 60 toneladas de munição, fornecida pelo exportador estatal de armas russo.

Nuland disse não estar em condições de afirmar “definitivamente o que há a bordo” do barco.

“Obviamente não vimos a carga do navio. Temos algumas informações da imprensa. Também temos alguma informação dos nossos contatos com o governo do Chipre”, acrescentou.

Nuland reconheceu que a Síria tem o direito de continuar importando armas da Rússia, pois não há uma proibição do Conselho de Segurança da ONU.

Mas disse que “muitos países individualmente, inclusive os Estados Unidos, deram passos unilaterais para proibir a entrada de armas na Síria”.

Resumindo a posição americana, Nuland destacou: “a preocupação é que o regime sírio obtenha armas (…) para utilizar contra seu próprio povo”.

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