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EUA enviarão 3.500 soldados ao Oriente Médio após matarem general do Irã

Cerca de 750 militares já haviam sido mandados para a região após invasão da embaixada americana em Bagdá, no último dia 30

Por Da Redação Atualizado em 7 jan 2020, 12h23 - Publicado em 3 jan 2020, 16h45

O governo dos Estados Unidos enviará mais 3.500 soldados ao Oriente Médio neste final final de semana, após o ataque que matou o líder militar iraniano Qasem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, informou o jornal americano The Washington Post. A iniciativa tende a levar o grau de tensão no Iraque, o terreno de um potencial conflito armado entre os Estados Unidos e o Irã

A decisão, que ainda não anunciada oficialmente, foi tomada depois de o Irã ter dito que vingará a morte de Soleimani, uma das figuras mais poderosas do Irã e tratado como herói no país. Ele foi morto na última quinta-feira 2 após um drone bombardear o veículo que o transportava, no aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

A Casa Branca já havia determinado o envio de 750 soldados ao Oriente Médio nesta semana. O reforço foi uma resposta à invasão da embaixada americana na capital do Iraque por parte de integrantes do PMF, grupo xiita aliado do Irã, um dos episódios da nova crise na região.

O assassinato de Soleimani deixou aliados dos Estados Unidos na região em alerta, despertou temores de uma nova guerra no Oriente Médio e provocou alta nos preços dos barris de petróleo. Por volta das 16h28 (horário de Brasília), a cotação do petróleo Brent, negociado no mercado internacional, subia 3,64%, vendido a 68,64 dólares.

O Pentágono confirmou ainda na quinta-feira que era era responsável pelo ataque com drones contra um comboio que levava Soleimani perto do aeroporto de Bagdá. O secretário de Estado, Mike Pompeo, justificou a ação alegando que o general iraniano tinha planos de atacar funcionários americanos no Iraque e em outros países da região. Segundo Pompeo, os Estados Unidos pretendem amenizar a tensão com o país do Golfo Pérsico. Mas caso haja retaliação, o país está preparado para reagir.

(Com EFE)

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