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EUA: eleições na RD Congo foram irregulares

As eleições presidenciais na República Democrática do Congo foram gravemente afetadas por irregularidades, declarou nesta quarta-feira a administração americana.

Contudo, a porta-voz do departamento de Estado Victoria Nuland disse ignorar se essas irregularidades e a falta de transparência na investigação “foram suficientes para mudar o resultado”.

Washington, que se baseia no trabalho de observação de sua embaixada em Kinshasa e nos relatórios de outras organizações, opina que “a gestão e a execução técnica destas eleições foram gravemente afetadas (por irregularidades), faltou transparência e não estiveram à altura dos avanços democráticos vistos nas recentes eleições africanas”.

Os Estados Unidos pediram “às autoridades envolvidas” para examinar as supostas irregularidades “com a maior abertura e transparência possíveis”.

“Um exame técnico rápido do processo eleitoral” poderia revelar resultados mais “confiáveis” e mostrar “se as irregularidades foram provocadas por falta de organização ou por fraude”.

A Comissão Eleitoral anunciou na semana passada a reeleição de Joseph Kabila frente ao opositor Etienne Tshisekedi, que rejeitou o resultado e se proclamou “presidente eleito”.