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EUA e Turquia temem ‘santuário de terroristas’ na Síria

Al Qaeda e PKK podem aproveitar vazio de poder para ganhar espaço no país

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e seu colega turco Ahmet Davutoglu disseram neste sábado temer que a Síria se torne um santuário para “terroristas do PKK ou da Al Qaeda”. Segundo Hillary, as ligações entre o Hezbollah, o Irã e a Síria ‘prolongam o regime de Damasco’.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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“A Síria não deve se tornar um santuário para os terroristas do PKK”, disse a chefe da diplomacia americana, referindo-se ao movimento armado curdo que combate o governo da Turquia, aliado de Washington. Hillary disse também que “compartilha as preocupações” da Turquia em relação ao assunto, considerando que a Síria não pode se tornar um santuário para os rebeldes curdos, “seja agora ou após a queda do regime” do ditador Bashar Assad.

A chefe da diplomacia americana também justificou as sanções contra o grupo xiita libanês Hezbollah decididas na véspera por Washington.”Seguimos aumentando a pressão externa. Anunciamos ontem em Washington sanções destinadas a expor e a romper os vínculos entre Irã, Hezbollah e Síria, que prolongam a vida do regime de Assad”, declarou Hillary. Após o encontro com o ministro das Relações Exteriores turco, Hillary ainda se comprometeu a “acelerar o fim do banho de sangue e do regime Assad” na Síria, durante uma entrevista coletiva à imprensa em Istambul. “Este é o nosso objetivo estratégico”, acrescentou. PKK – O ministro Davutoglu, cujo país combate o PKK desde 1984, considerou que “não há lugar para um vazio de poder na Síria” que possa beneficiar os rebeldes do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, e disse que a transição na Síria deve se desenvolver no prazo mais breve possível. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou recentemente o regime de Damasco, com o qual Ancara rompeu relações após o Exército sírio derrubar um avião turco, de ter deixado várias áreas do norte da Síria com o PKK e alertou que a Turquia poderá exercer o seu direito de perseguir os rebeldes além de suas fronteiras. (Com agência France-Presse)