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EUA e Grã-Bretanha pensam em incluir perdão a Assad em acordo de paz

Cameron e Obama sondaram Putin sobre a possibilidade durante encontro do G20, no México

Por Da Redação - 20 jun 2012, 20h49

Os governos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos estão dispostos a oferecer clemência ao ditador sírio, Bashar Assad, como parte de uma ação diplomática que envolve a assinatura de um acordo de paz e a tão esperada transição política na Síria, a serem discutidas durante uma conferência patrocinada pela ONU em Genebra. A iniciativa foi anunciada – ainda não oficialmente – depois que David Cameron e Barack Obama receberam o incentivo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em conversas bilaterais durante o G20, no México. A Assad, seria oferecida ainda uma passagem segura para participar da conferência.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Num momento em que a União Europeia prepara uma nova rodada de sanções contra a Síria, os Estados Unidos já haviam anunciado que a secretária de Estado, Hillary Clinton, se reuniria na próxima semana com o chanceler russo, Serguei Lavrov, em São Petersburgo, para falar da situação na Síria. Com apoio russo, a ideia dos americanos seria convencer o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan a optar pelo modelo de transição feito no Iêmen, onde Ali Abdullah Saleh recebeu imunidade em fevereiro, mesmo após o massacre de civis. Seu vice, a quem cedeu o poder, está responsável por elaborar uma nova constituição no país.

“É difícil imaginar uma solução negociada na qual um dos participantes está disposto a se entragar voluntariamente ao Tribunal Penal Internacional”, explicou uma autoridade britânica ao jornal Guardian. Nesta quarta-feira, a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho Árabe se preparavam para retirar os civis da cidade síria de Homs, com autorização do regime e dos rebeldes, depois que os insurgentes provocaram muitas baixas no Exército sírio.

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