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EUA e China têm que reforçar vínculos militares, diz Panetta

Por Jim Watson - 2 jun 2012, 10h39

Estados Unidos e China não têm outra opção a não ser fortalecer sua relação militar para lidar com suas divergências, afirmou neste sábado em Cingapura o secretário americano de Defesa, Leon Panetta.

Um diálogo sólido sobre segurança entre as duas potências é fundamental para a prosperidade da região Ásia-Pacífico, disse Panetta diante de autoridades de defesa no Diálogo de Segurança Shangri-La, uma cúpula organizada todos os anos em Cingapura.

“Ambos compreendemos as divergências que temos, e os conflitos, mas também compreendemos que na verdade não nos resta outra alternativa a não ser nos envolvermos em nossa comunicação e melhorá-la, assim como nossa relação militar”, declarou.

“Trata-se de construir uma relação reconhecendo que vamos ter disputas (…) e que vamos ter conflitos, mas também reconhecendo que tanto a China quanto os Estados Unidos têm interesses em resolver estes assuntos de forma pacífica”, acrescentou o secretário de Defesa.

Panetta disse na conferência em Cingapura que os Estados Unidos remobilizarão a maior parte de sua força naval em direção ao oceano Pacífico até 2020, dentro de uma nova estratégia militar centrada na Ásia.

Seu discurso parecia destinado a tranquilizar seus sócios regionais diante do papel cada vez mais assertivo de Pequim no mar da China Meridional, rico em petróleo, onde mantém conflitos territoriais com vários países vizinhos.

Panetta deixou claro que Washington se opõe a qualquer tentativa unilateral de Pequim em favor de seus direitos no mar da China Meridional.

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