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EUA e Brasil usam a ‘diplomacia do futebol’ para melhorar relações

Joe Biden, o vice-presidente americano vem ao Brasil para a estreia dos Estados Unidos na Copa. Ele terá reuniões com Michel Temer e Dilma Rousseff

Por Da Redação - 16 jun 2014, 15h30

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, será recebido nesta terça-feira pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em uma tentativa de recompor a relação bilateral após o escândalo de espionagem detonado pelo ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden. Biden chega nesta segunda-feira ao Brasil em plena Copa do Mundo e sua primeira escala no país será a cidade de Natal, onde acompanhará a partida entre Estados Unidos e Gana.

Da capital potiguar, Biden irá para Brasília, onde amanhã terá uma reunião de trabalho com seu colega brasileiro, Michel Temer, para avançar na relação bilateral, analisar a cooperação nas áreas de energia, economia e ciência e tecnologia, entre outras, e discutir a agenda política regional e global. Depois, Biden terá um “breve encontro” com Dilma, ação que foi qualificada como “uma cortesia” por fontes oficiais brasileiras.

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Há 15 dias, Dilma recebeu um grupo de correspondentes estrangeiros para um jantar no Palácio do Planalto e declarou que “as relações com os Estados Unidos são boas”, mas esclareceu que “ainda não estão dadas as condições” para reagendar a visita de Estado a Washington. Segundo a presidente, “não houve nenhuma interrupção na relação com os Estados Unidos” pelo escândalo da espionagem, mas o Brasil ainda espera “um sinal de que isso não voltará a se repetir”. De forma metafórica, Dilma disse os dois governos estão agora em uma fase de “namoro” e que essa visita de Estado só ocorrerá quando estiverem perto do “casamento”.

‘Sedutor’ – Depois da brincadeira, a presidente apontou que o governo dos EUA tem “‘a sorte de contar com um vice-presidente tão sedutor” como Joe Biden, por quem expressou sua “admiração” e “respeito”, da mesma forma que fez em relação ao presidente americano, Barack Obama. Além de cancelar sua visita de Estado a Washington, Dilma promoveu um debate sobre a espionagem na ONU, que concluiu em dezembro com a adoção de uma resolução que reafirmou o direito à privacidade na internet. Dilma também convocou a uma conferência global, realizada em abril em São Paulo, na qual representantes de governos e a sociedade civil de 85 países advogaram por estabelecer o direito à privacidade como um dos “princípios fundamentais” para a futura governança da rede.

(Com agência EFE)

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