Clique e assine com até 92% de desconto

EUA defendem impacto de sanções contra Irã ante pressão israelense

Por Da Redação 1 ago 2012, 20h47

Washington, 1 ago (EFE).- A Casa Branca defendeu nesta quarta-feira, diante da pressão israelense por medidas mais duras, o ‘impacto significativo’ na economia do Irã devido às sanções impostas ao país por seu programa nuclear, embora tenha admitido que não conseguiram que Teerã cumpra com suas obrigações internacionais.

‘O propósito das sanções é mudar o comportamento iraniano. Essa mudança não veio ainda, mas isso não significa que as sanções não estejam tendo um impacto ou um efeito na economia ou no regime’, sustentou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

As punições ‘são as mais severas e estritas já impostas a um país’, como reconheceu mês passado o próprio líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, segundo explicou Carney aos jornalistas que viajaram no Air Force One à Ohio, onde o presidente Barack Obama estava nesta quarta em viagem eleitoral.

O porta-voz informou que, graças às sanções, ‘está cada vez mais difícil para os iranianos conseguir recursos necessários para financiar diversos programas, como o nuclear’.

‘Estamos vendo crescentes rupturas na liderança iraniana’ e isso é resultado da ‘pressão’ internacional, destacou Carney.

As declarações de Carney aconteceram depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comentou nesta quarta-feira que ‘nem as sanções nem a diplomacia tiveram ainda impacto algum no programa nuclear iraniano’.

Continua após a publicidade

‘Atualmente o regime iraniano acredita que a comunidade internacional não tem vontade de impedir seu programa nuclear. Isso tem que mudar e deve mudar rápido, porque o tempo para se resolver pacificamente está acabando’, advertiu Netanyahu em uma audiência com o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta.

De visita à Israel, Panetta afirmou por sua vez que ‘todas as opções’ estão abertas para impedir que o Irã adquira armamento nuclear.

No entanto, o chefe do Pentágono esclareceu que antes de escolher a opção militar devem ser esgotadas as outras alternativas.

Segundo afirmou nesta quarta-feira Carney, os EUA estão de acordo com Israel que o Irã ‘deve abandonar suas ambições de (ter) armas nucleares e cumprir suas obrigações’.

Obama assinou ontem uma ordem executiva que impõe novas sanções contra os setores de energia e petroquímicos do Irã, e reiterou que os Estados Unidos seguem ‘comprometidos’ com uma ‘solução diplomática’.

Além disso, legisladores democratas e republicanos fecharam na segunda-feira à noite um acordo sobre um projeto de lei que procura impor novas sanções ao Irã e que será votado provavelmente nesta semana. EFE

Continua após a publicidade
Publicidade