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EUA criticam anúncio de eleições legislativas na Síria

Por Da Redação 13 mar 2012, 16h04

Washington, 13 mar (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou nesta terça-feira como ‘ridículo’ o anúncio do Governo da Síria de realizar eleições legislativas em maio, e exigiu das autoridades de Damasco que detenham a repressão para começar um diálogo político.

‘Realizar eleições rotineiras para um Parlamento sem questionamento algum, no meio do tipo de violência que estamos vendo no país, é ridículo’, afirmou Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado durante sua entrevista coletiva diária.

A funcionária americana reiterou a necessidade de que Damasco ‘detenha’ a violência como ‘um primeiro passo’.

Nuland afirmou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, mantém contato diário com Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas e enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, que se reuniu este fim de semana com o líder sírio, Bashar al Assad.

‘Esperamos a resposta formal por parte das autoridades sírias às propostas de Kofi Annan’, acrescentou.

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No entanto, Nuland não ocultou seu ceticismo ao dizer que os Estados Unidos tinham recebido informações de que o regime sírio ‘está plantando minas terrestres em algumas das rotas de escape que os refugiados estão utilizando para fugir da violência e se abrigar em países vizinhos como a Turquia e o Líbano’.

‘O tema número um é deter a violência. Se conseguirmos fazer por um dia, uma semana, um mês, podemos começar com o próximo passo que é obviamente a urgente provisão de ajuda humanitária, mas também oferecer espaço para um diálogo político que leve a um processo de transição real’, acrescentou.

Por outro lado, a porta-voz americana rejeitou a proposta da Rússia encaminhada a convencer Damasco a permitir observadores internacionais, se acabar a violência tanto por parte do regime sírio quanto pelos insurgentes.

‘Nós rejeitamos qualquer equivalência entre os assassinatos premeditados da maquinaria militar governamental e as ações dos civis que estão sob assédio e se defendendo’, disse Nuland.

Enquanto a pressão diplomática aumenta, nesta terça-feira continuou a violência na Síria com pelo menos 36 pessoas mortas, a maioria em Homs, Idleb e na periferia de Damasco, segundo um grupo opositor sírio.

Mais de 7.500 pessoas, muitas delas mulheres e crianças, morreram na Síria desde o início das revoltas contra o regime de Bashar al Assad, em março de 2011, segundo a ONU, cujo esforço mediador não conseguiu, até o momento, deter a espiral de violência no país. EFE

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