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EUA cortam todos os recursos concedidos ao programa da ONU para Palestina

País já havia reduzido drasticamente suas contribuições; palestinos rejeitam contatos com Washington por reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Por Da Redação Atualizado em 31 ago 2018, 21h15 - Publicado em 31 ago 2018, 18h22

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (31) que decidiu cortar todos os recursos que concede à Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), o que impactará os serviços oferecidos a milhões de pessoas.

“Os Estados Unidos já não dedicarão mais fundos para a operação irremediavelmente defeituosa”, afirmou em comunicado a porta-voz do Departamento, Heather Nauert.

Os Estados Unidos, historicamente o principal país doador da UNRWA, já havia reduzido drasticamente as suas contribuições. De 350 milhões de dólares em 2017, o montante passou para 65 milhões em 2018.

“Cortar ajuda à UNRWA significa que os Estados Unidos estão renunciando aos seus compromissos e responsabilidades internacionais”, disse Hossam Zomlot, que representa oficialmente a Palestina na Organização para a Libertação da Palestina (OLP), do presidente Mahmoud Abbas.

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“Ao adotar as posições israelenses mais extremas sobre todas as questões, incluindo os direitos de mais de cinco milhões de refugiados palestinos, a administração americana perdeu seu status de mediador e não só está minando uma situação já instável, mas também as possibilidades de uma paz futura no Oriente Médio”, acrescentou o embaixador em uma declaração enviada antes do anúncio.

Ele também assinalou que “não cabe à administração americana definir o status dos refugiados palestinos, a única condição que os Estados Unidos podem definir é o seu próprio papel como mediador de paz na região”, disse Hossam Zomlot.

“Existem inúmeros refugiados que continuam recebendo assistência”, enquanto o governo palestino “continua criticando os Estados Unidos”, disse esta semana a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. “Acho que temos que olhar para o direito de retorno”, acrescentou.

A Autoridade Palestina rejeitou qualquer contato com Washington desde que Donald Trump anunciou no final de 2017 que reconhecia Jerusalém como a capital de Israel. Os Estados Unidos também anunciaram na semana passada o cancelamento de mais de 200 milhões de dólares em ajuda bilateral aos palestinos.

(Com AFP e EFE)

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