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EUA confirmam que Moscou enviará navios para Síria para abastecer base russa

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h15

Washington, 19 jun (EFE).- Os Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira que a Rússia enviará três navios e soldados para sua base naval em Tartus, na Síria, com o objetivo de manter suas operações no local e que não há indícios de que existam outros objetivos nesta ação.

‘Não temos nenhuma indicação de que os navios e o material enviado para a Síria tenham outro propósito além do que o próprio Exército russo reconheceu, que é o abastecimento e a melhoria de suas forças militares’, explicou hoje em entrevista coletiva o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

A Rússia anunciou nesta segunda-feira que seus navios estavam prontos para zarpar para o porto de Tartus com o objetivo de ‘garantir a defesa dos interesses nacionais no país árabe’.

‘Entendemos que os russos estão se preparando para enviar um pequeno número de navios de guerra para oferecer um novo abastecimento e conseguir os propósitos de proteção de suas forças na base de Tartus’, insistiu Kirby.

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O porto sírio de Tartus, que abrigou uma base soviética durante a Guerra Fria, é atualmente um centro de manutenção e abastecimento para a frota russa do Mar Negro.

A base abriga cerca de 600 militares e técnicos do Ministério russo de Defesa e está sendo reabilitada para que cruzeiros e porta-aviões russos possam utilizá-la.

Por outro lado, um navio de carga com helicópteros militares de fabricação russa que se dirigia para a Síria foi interceptado hoje na costa escocesa, informou o ministério das Relações Exteriores do Reino Unido. O seguro da embarcação foi cancelado pelo Standard Club de Londres, o que impediu o prosseguimento da viagem.

Ao constatar a presença do cargueiro MV Alaed, quando o navio estava a cerca de 50 milhas (80,4 quilômetros) do litoral norte da Escócia, a seguradora britânica retirou a cobertura que o permitia navegar, pois a embarcação rompeu com a barreira que impede o transporte de armas para a Síria.

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A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que estava ciente do acontecido mas evitou dar maiores detalhes sobre a operação.

A intercepção da embarcação ocorreu menos de uma semana depois da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, acusar abertamente a Rússia de enviar helicópteros militares para a Síria e afirmar que Moscou mente quando assegura que sua venda de armas ao país não agrava o conflito. EFE

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